quarta-feira, 7 de setembro de 2016

SIM! AVANTE, IPU!

No dia 10 de setembro de 2016, nossa comunidade de fé, a Igreja Presbiteriana Unida do Brasil (IPU), estará completando 38 anos de existência. Um exercício significativo é rememorar as muitas mãos de homens e mulheres, assim como, o desejo profundo de ser sal da terra, isto é, compreendendo uma fé que se traduz em ação transformadora em defesa da vida, uma vez que, o Reino de Deus acolhe e liberta o povo oprimido.
Conheci a IPU a partir do Reverendo João Dias de Araújo quando era seminarista no Seminário Teológico Batista do Nordeste (STBNe), em Feira de Santana-BA. Fomos nos aproximando. Ele forneceu material sobre o início da IPU e, através de orações, conversas e contatos, fui a uma reunião do Presbitério do Salvador (PSVD), e sairia daquela assembléia com a responsabilidade de pastorear a IPU de Muritiba e a IPU de Governador Mangabeira.
Eu, jovem com 23 anos, com sonhos, utopias e, não menos, medos. Esse processo já faz 10 anos. Posso dizer que até aqui o Senhor tem me ajudado! Devido aos estudos precisei ficar apenas na IPU de Muritiba. Aqui, com acertos e erros, tenho servido a Jesus de Nazaré com uma comunidade linda e apaixonante. A partir do chão do Recôncavo, sua diversidade cultural, a Bíblia é lida e relida a partir do sopro do Espírito e das nossas demandas específicas.
De fato, o objetivo deste texto é muito simples, ou seja, quero apenas dizer: obrigado, Senhor por colocar a IPU em minha jornada. Obrigado IPU pelo acolhimento. Desejo honestamente que continuemos comprometidos com o Reino de Deus oferecendo a Ele todos os nossos dons e talentos para edificação da comunidade de fé, assim como, transformar realidades de morte à nossa volta com o anúncio das sementes revolucionárias da ressurreição. A vida em sua pluralidade deve ser mantida e celebrada. Que o Cristo nos ajude! Temos inúmeros desafios à nossa frente. O que iremos fazer? Proponho que com leveza, responsabilidade, criatividade, teimosia na utopia, reinventando-se a partir da fé em Jesus Cristo e orientados pelo Espírito frutifiquemos cada vez mais.
Aqueles e aquelas que amam a IPU e tem se dedicado de diversas formas cuidando dela, obrigado. Por favor, que cada crítica feita e NECESSÁRIA à IPU venham acompanhadas de duas SUGESTÕES de superação. Deus abençoe a IPU nacional, cada Presbitério, cada Igreja local, cada conselho, cada eclesiano e eclesiana.
Que estamos fazendo se somos cristãos? Avante, IPU!
Abraçaço do Recôncavo da Bahia
Cláudio Márcio


sexta-feira, 5 de agosto de 2016

DENGO "INCONDICIONAL"...

Por: Cláudio Márcio

Este ano tivemos a oportunidade de celebrar o dia da Vovó\ Vovô, desta vez, na casa da irmã Elizabete, eclesiana de nossa IPU que chamamos carinhosamente de dona Liu. Foi muito bom, pois, a partir de uma liturgia que provocava experiências vividas em suas jornadas, sorrimos, escutamos, trocamos conhecimentos, cantamos, oramos e, não menos, ao som de cantigas antigas, alguns vovôs e vovós levantaram-se e caíram na dança. Honestamente, sou suspeito em falar, todavia, posso dizer que nosso processo de espiritualidade passa pela fé-festa.
Penso ser importante sinalizar que para além do apoio fraterno, de colos acolhedores que nos lembram as “amas de leite”, do dengo “incondicional”, do tempero especial, da suposta liberdade que na “casa dela (da vovó) tudo pode ser feito”, o apoio econômico desses senhores e dessas senhoras para com seus netos (as) e filhos (as) não é menos importante em todo esse processo. Os cabelos brancos continuam sendo fios fortes, as mãos enrugadas ainda são as mesmas que se abrem para pagar as dívidas que tiram o sono dos mais jovens! Os olhos atrás dos óculos percebem muito bem quando a tristeza aflige seus parentes e os ouvidos mesmo assistindo ao jornal no volume máximo estão atentos para os menores sussurros de choro e prece. Por isso como não te dar um abraço vovó Como não te fazer sorrir vovô?
           Bem, o nosso objetivo é oferecer a essas irmãs e irmãos um momento de celebração e, simultaneamente, fortalecer a espiritualidade do cuidado e da escuta, ou seja, em dias em que os idosos são desprezados e ou “descartáveis”, várias religiões (não apenas a cristã), provocam para importância de valorização desses sujeitos sócio-históricos para além do lugar de consumidores, numa sociedade de consumo.
            Desta maneira, a cada encontro a vida vai sendo recriada, isto é, vai sendo tecida. Sabemos que existem muitos fios nesta construção. Sabemos também que com um pouco de disciplina e criatividade o que era sem forma vai assumindo estilos e cores. Ora, não entendeu? Estou falando da velha máquina de costura da vovó, pois, quem sabe assim, uma realidade mais bonita vai sendo “costurada”. Isso porque o tema do encontro esse ano foi costurando nossas vidas e fazendo uma linda colcha de memórias!
            Penso ser injusto não sinalizar a memória saborosa do velho fogão à lenha, do café que ia sendo torrado na hora, da água na moringa de barro! Ah, essas narrativas contadas encheram muitos olhos de lágrimas... De todo modo, ainda que de maneira efêmera, tentamos retribuir um pouco do que tanto recebemos dessas pessoas. Em meio a tantas lembranças-ausências, o desejo profundo de dizer: “a bênção minha vó”, vai sendo recriada por tantas vovós e vovôs que encontrei na IPU.

Art Suzart

quarta-feira, 27 de julho de 2016

ESPIRITUALIDADE DA PARTILHA...

Por: Cláudio Márcio

Estes dias, em nossa comunidade de fé, na Igreja Presbiteriana Unida de Muritiba, ocorreu o nosso bazar solidário. Peço humildemente que não limite nossa experiência a simplificações discursivas mediante a uma visão dicotômica da realidade. Isso porque se por um lado podem surgir as críticas ao mero assistencialismo, como se nossa vivência fosse simplesmente um paliativo que tenta mascarar as desigualdades sociais com a mesma “bondade” das damas de caridade, por outro sabemos que existe a crença na culpabilização do indivíduo, ressaltando então a ausência de vontade e determinação de alguns sujeitos sociais para a superação da pobreza.
Na realidade, o hino do saudoso reverendo João Dias de Araújo ainda provoca nosso sono… “O que estou fazendo se sou cristão?” Bem, partimos de uma leitura da bíblia que nossa fé precisa se tornar prática, assim sendo, cada um(a) movido(a) por uma espiritualidade solidária, isto é, da partilha, se articulou com o intuito de oferecer a algumas pessoas ( ainda que por um momento), como diria a canção do Criolo, "um gole de vida".É preciso salientar que muitas mãos se juntaram e, as mãos que juntas fazem preces, também acolhem com abraço, roupa e um tanto de comida. Suspeito que a experiência da alteridade seja melhor para nós da IPU do que para essas pessoas que nos visitaram, uma vez que, a oração de São Francisco já abordava: “ é dando que se recebe”.
Nosso encontro no templo foi marcado por músicas, risos, esperanças e utopias. Vi beleza nos olhares que em detrimento da dureza da vida, insistem em recriar suas jornadas com estratégias múltiplas. Como propõe o reggae cantado por Nengo Vieira “ na luz do Senhor que alivia dor que é forte demais\ mas a pureza e a beleza do seu coração\ é mais que tudo que qualquer dinheiro da grande nação”.
Não poderia deixar de mencionar que em 10 anos exercendo o ofício de reverendo desta comunidade, a presença de um cachorro no culto acompanhando seus donos me despertou reflexões, pois, era para ser mais comum, não? Ora, se em nosso modelo de sociedade o cachorro é um "membro da família", ele não precisaria ser estranho na igreja.
 Na verdade, fomos acolhidos por uma"humanidade"diferente do nosso paradigma institucional com seus"passos litúrgicos".
De todo modo, desejo honestamente que os cachorros não sejam somente "aceitos" nas igrejas quando “deixarem o testamento da cachorra”, como brinca, provoca e ironiza Ariano Suassuna em o Auto da Compadecida, o apego ao dinheiro de líderes religiosos que são capazes de realizar o “sepultamento da cachorra em LATINDO”.
Sonho com o dia em que tenhamos mais cachorros nas igrejas fazendo as crianças sorrirem e menos “cachorros” nos púlpitos fazendo toda comunidade chorar.


quinta-feira, 30 de junho de 2016

REBELDIA DA ESPERANÇA...

Por: Cláudio Márcio

Alegre-esperançoso no caminhar...
O sol, meu amigo, sempre chegará!
Utópico, eu?
Ufanista, eu?
Acreditar na humanidade é meu pecado?
Perceber que o outro não é uma coisa é errado?
Encontrar flores perfumadas na jornada é uma falha?
Sorrir com as crianças é um defeito?
Se sim, confesso com prazer: sou um transgressor.


quarta-feira, 8 de junho de 2016

És Deus dançante na roda da vida


Por: Cláudio Márcio
Diante de mim, o Mistério profundo que chamo de Deus.
 Meu canto de fé-alegria.
Minha prece de luta!
A transição do pão
Solitário
SOLIDÁRIO!
Minha mão cheia de livros...
Sou semeador de esperanças!
Sei que a flor irá brotar!
O caminho se encherá de perfume e beleza!
O riso não faltará nos lábios.
Ah, será tão lindo!
O dia em que entenderem Senhor, que Tuas mãos também tocam pandeiro.
O berimbau também é liturgia Tua Senhor.
És Deus dançante na roda da vida.
No samba;
No reggae;
No forró;
Já vou Te encontrar.





terça-feira, 31 de maio de 2016

NOSSOS VOTOS...

DE JUSSI PARA CLÁUDIO...
Há precisamente uma década estávamos perante Deus, nossos familiares e nossos amigos selando uma aliança de amor, fidelidade e cumplicidade, e hoje, em um processo ritualístico, rememoramos este ato simbólico e sobremaneira relevante em nossas vidas. Mas, ao escrever meus votos, fui rabiscando uma folha que não estava em branco, porque minhas mãos, guiadas pela alma, já estava completamente encharcada pelo amor que há dez anos selamos. Como afirmou Clarice Lispector, hoje “não me lembro mais qual foi nosso começo. Sei que não começamos pelo começo. Já era amor antes de ser”. Por isso, muitas palavras ditas quebram o encanto desse momento, a magia do teu olhar, a beleza do seu sorriso, a ternura de suas ações e o amor que me explode todos os dias ao teu lado. Te amo para sempre!

DE CLÁUDIO PARA JUSSI...
Crescemos na mesma igreja praticamente, mas, não éramos muito próximos. Já quando eu era seminarista e você estudante de História, as coisas começaram a mudar, lembra?  Desafios para saber quem “deixaria” o outro sem argumentos. A vontade de estar ao seu lado foi ficando cada vez maior. Entre o nosso primeiro beijo, o noivado, o casamento... não tinha dúvidas: você era (é) a melhor para mim! Confesso: sou tão feliz ao seu lado! Deus foi maravilhoso comigo. Dizer que te amo é pouco. Ora, já que nesses últimos anos tenho pesquisado festas populares de caráter massivo, poderia dizer que sou o teu devoto-folião e, você, minha festa, isto é, você tem cores, sabores, cheiros, sons que me completam. Reafirmo aqui meu amor por você. Que Deus te abençoe minha “malandrinha”.


sexta-feira, 20 de maio de 2016

JORGE NERY: UMA VOZ NECESSÁRIA!





(...)Cessai de fazer o mal, aprendei a fazer o bem. Respeitai o direito, protegei o oprimido; (Isaías 1, 17)(...) Ó vós, que transformais o direito em injustiça e amargura, e ainda lançais por terra a retidão e o bom senso! (...)mas, antes, jorre a equidade (respeito à igualdade de direitos) como uma fonte e a justiça como torrente que não seca.Amós  5.7, 24.

A sabedoria dos textos bíblicos nos convida a pensarmos na justiça, e aqui a justiça tem um sentido comunitário, fala de respeitar e proteger o direito, de não transformar o direito em injustiça e amargura e de não lançar por terra a retidão e o bom senso.  Deseja profundamente que ocorra o respeito à igualdade de direitos,  jorrando como uma fonte e a justiça corra como rios em terra seca. 
Não podemos pensar uma democracia onde alguns sejam mais iguais que outros, onde pessoas sejam excluídas ou apartadas de seus direitos. Lutamos por uma democracia, que seja radical, participativa, direta e plural, onde se crie instâncias de decisões para os diversos grupos sociais. Uma democracia social. Mesmo numa democracia oligarca em que vivemos, de gritante esvaziamento representativo, e indecente afastamento das lutas e demandas da população, insistimos na manutenção dos direitos constitucionais que estão assegurados formalmente, a igualdade de direitos. O respeito aos direitos humanos precisam ser garantidos e efetivados pelas instituições públicas e seus agentes responsáveis, destepaís, que tem a obrigação de permanecer nos contornos já assegurados e ampliá-los, como princípio de que a democracia é a morada de todxs. Estamos nas ruas lutando para barrarmos os retrocessos.
A comunidade protestante/evangélica neste país é plural e tem muitas vozes, muitos olhares e interpretações. Segmentos fundamentalistas e reacionários, articulados com forças fascistas e espúrias no Brasil e fora dele, vem assumindo bandeiras da ignorância e da intolerância à diferença e à diversidade a exemplo da  LGBTfobia. O discurso, feito por estes grupos religiosos, de que existe uma “ideologia de gênero”, como falsidade e invenção de um lado, e do outro, os defensores da natureza humana criada por Deus que estariam sendo violados, é uma falácia no mínimo extravagante. Nossa condição humana é sempre revestida de sentidos e significados construídos social e historicamente. Nos constituímos dentro de uma realidade social e simbólica que também é fruto da ação humana em sociedade. Nossa relação com a realidade é sempre mediada.  As identidades e suas performances acontece de forma dinâmica e aberta e não fixadas de uma vez para sempre, como querem os contornos dogmáticos destes discursos religiosos em particular. 
Distintos e diferentes tratados e legislações internacionais, advindos de respeitados organismos asseveram o que já assinalamos como: A OMS; a ONU; A Corte interamericana de direitos humanos, etc. que o Brasil é signatário. Nenhum grupo religioso pode querer imputar sua visão religiosa em particular sobre o restante da sociedade, muito menos criar dispositivos restritivos aos direitos numa sociedade plural e diversa.
Como protestantes e evangélicos que somos, ligados à Aliança de Batistas do Brasil e em especial à Comunidade Jesus em Feira de Santana, aqui nos solidarizamos com a Comunidade LGBTTTeQ  e nos pronunciamos em defesa de seus direitos e pela efetivação de políticas públicas já asseguradas em lei e as que estão em curso de implementação, e repudiamos atos abusivos e descabidos de edis, que arvoram-se como representantes de um deus, sexista, LGBTTTfóbico, misógino e classicista.  Nossa luta é para que haja equidade de direitos e que rios de justiça corram em nossa Feira de Santana sedenta.
Afirmamos sempre a vida em sua diversidade e integridade, buscando experimentar Deus no incondicional amor aos outros e a toda criação.

Feira de Santana, 19 de maio de 2016


 Pr Jorge Luiz Nery de Santana, Pastor Batista, membro da Igreja Batista de Nazareth em salvador e pastor colaborador da Comunidade de Jesus em Feira de Santana. Membro da Aliança de Batistas do Brasil.

domingo, 15 de maio de 2016

BEM VINDO...

Hoje, domingo de Pentecostes, me veio à memória um texto da autoria do Pr. Marcos Monteiro. Lembro que o Espírito Santo era refletido como o "AGITADOR SOCIAL". Aí, diante dessa efervescência política em que nossa nação se encontra, pensei: a religião cristã de algum modo tenta "aprisionar a pomba do Espírito”, porém, isso é possível? Definitivamente, não.
 Desta maneira, ao visualizar uma "bancada evangélica" nojenta, reacionária, corrupta e hipócrita, lembro do movimento revolucionário de Jesus de Nazaré com outras perspectivas. De fato, a justiça, a partilha do pão, o acolhimento, a promoção da vida tem sido deixado de lado. Como abaliza o reggae do Recôncavo através de Sine Calmon: "esses homens não se cansam do poder".

Ora, a experiência religiosa deve nos humanizar mais. Hoje é Pentecostes! Penso ser necessária sensibilidade para perceber o agir do Espírito, entretanto, é preciso coragem para ser sopro do Espírito no mundo. A fé é um óculos que nos faz perceber no “vale de ossos secos um exército de pé”. É amigo, lute! Desejo que a fé alienante possa morrer, mas, a fé engajada que derruba estruturas, eu deixo brotar. Hoje é Pentecostes! Eu reafirmo a crença no mistério que Sopra em nós e a partir de nós humanos. Pela recriação da vida nas esquinas e praças da cidade eu digo: seja bem vindo Espírito Santo.
Há braços
Cláudio Márcio

sábado, 5 de março de 2016

Teologia Integral e Direitos Sociais.



Bate papo com Vinicius Pereira

(Estudante de Serviço Social-UFRB).

TEMA: Teologia Integral e Direitos Sociais.

ONDE? Igreja Presbiteriana Unida de Muritiba
(Rua Lions Club S\N)

QUANDO? 05-03-16

QUE HORAS? Às 17h




domingo, 3 de janeiro de 2016

Diana, cachinhos de uva.

Por: Diogo Valença
( Professor de Sociologia do CAHL\UFRB)
"Minha filha gosta daquele filme infantil, ou infanto-juvenil, Frozen. Há duas personagens nele, Ana e Elsa, uma loira e outra ruiva, com cabelos longos e tranças. As coleguinhas de uma escolinha de bairro, com cabelos longos e ondulados, diziam ser uma das duas. Minha menina estava começando a ficar desgostosa com o próprio cabelo, que é cheio e cacheado. Ela gosta muito de uva, daí pensei e passei a mão na cabecinha dela, dizendo que o cabelinho dela era de cachinhos de uva, que ela era especial porque ninguém tinha o cabelo assim. Agora ela anda dizendo que é um princesa e que tem cachinhos de uva, passando a mãozinha no cabelo. Tive que encontrar uma forma singela de lidar com a imagem negativa de si mesma que as meninas negras passam a sofrer, logo cedo. Toda mulher negra, em um momento da vida, com cabelo crespo ou não, vai ter problemas na identidade com seu próprio cabelo e isso começa cedo. As crianças são muito inteligentes e têm muita sensibilidade para captar os índices de status valorizados pelos adultos, nos comentários do dia a dia na família e na escola. Então a criança negra pode ficar desamparada nesse mundo, alimentando uma imagem invertida de si mesma. Quantas cachinhos de uva lindas, com cabelo crespo, cacheado ou encaracolado, sofrem intimamente na escola? Nossa deseducação racista é muito sutil e nessas pequenas coisas devemos ser sensíveis e estar atentos".

OBS: Reflexão feita por um pai-professor-sociólogo (no facebook) com um misto de denúncia contra o racismo e leveza pedagógica, pois, trata-se da perspectiva de empoderamento e ou resistência na socialização de crianças negras. 
Há braços
Cláudio Márcio