quinta-feira, 23 de janeiro de 2020

OLHANDO A VIDA PELO BURACO DA FECHADURA...


Por: Cláudio Márcio e Jussiana Silva

Sendo amigo do bem posso conhecer a justiça
Movido por fé subo mais um degrau
Avivamento da memória da libertação
Sonho
Luto
Resisto
Recrio

A esperança é semente da revolução
Esperançar é partilhar o pão
Porque esperamos, agimos
É preciso lembrar da chave em nossas mãos
A porta que não se abrir será derrubada
Os chaveiros?
Eles me contaram esse segredo

segunda-feira, 20 de janeiro de 2020

Um Deus que...



Por: Cláudio Márcio e Jussiana Silva


Um Deus que sujou os pés de barro
Que se banhou no rio
Foi para festas e bebeu vinho
Andou no lombo do jumento
Caminhou pela periferia

Um Deus que se fez criança
Chorou-sorriu
Quebrou regras para defender a vida
Ensinou com ações
Curou doentes ao beijar suas faces
Fez a revolução da afetividade

sexta-feira, 10 de janeiro de 2020

CAMINHO SE CONHECE ANDANDO...



Por: Cláudio Márcio[1]

Saber da nossa origem e para onde vamos é uma tarefa muito difícil. As narrativas bíblicas levam isso muito a sério, pois, quando se fala do Deus dos patriarcas, podemos e devemos questionar o lugar da mulher neste processo, mas, também podemos fazer a leitura bíblica sobre a relevância da ancestralidade, ou seja, rememorar uma percepção de Deus que se revela na história.
Desta maneira, saber de onde viemos nos faz pensar os passos com mais cautela. Conforme Gonzaguinha “ a vida é um sopro do Criador numa atitude repleta de amor”, assim, para a fé cristã reformada e ecumênica, a vida é dádiva de Deus. Viemos dEle que é fonte de luz e brilha em nossa jornada.  A canção do Taizé diz: “ Ó luz do Senhor que vem sobre a terra inunda meu ser permanece em nós”.

quarta-feira, 8 de janeiro de 2020

TODO JARDIM COMEÇA COM UM SONHO...


Por: Cláudio Márcio R. da Silva[1]

“Aqueles que semeiam com lágrimas, com cantos de alegria colherão. Aquele que sai chorando enquanto lança a semente, voltará com cantos de alegria, trazendo os seus feixes.” (Salmos 126:5-6)
Por vezes somos tentados a desistir e ou desanimar na jornada por motivos múltiplos, todavia, a crença numa voz misteriosa, encantadora e irresistível nos faz recriar a existência, reorganizar “a cabeça” e seguir a marcha. Desta maneira, a fé cristã reformada e ecumênica nos faz acreditar que essa voz é de Deus, assim, acreditamos que em meio a todo caos, Ele nos chama a semear esperança e justiça, “porque, assim como a terra faz brotar a planta e o jardim faz germinar a semente, assim o Soberano, o Senhor, fará nascer a justiça e o louvor diante de todas as nações.” (Isaías 61:11)

domingo, 8 de dezembro de 2019

CREIO NO DEUS DE JOÃO, O IMERSO.


Por: Rev. Cláudio da Chaga Soares

Creio no Deus de João, o Imerso, que grita em nossos ouvidos como um trovão no deserto e que nos encoraja a preparar a nossa casa para a Sua vinda, dizendo: “Tornem o caminho plano e reto! Toda estrada esburacada seja consertada, todo obstáculo eliminado, os desvios alinhados e todas as estradas de terra sejam pavimentadas para que todos vejam o desfile da salvação de Deus. 

quarta-feira, 6 de novembro de 2019

BANZO



Por: Paulo Roberto Silva

Como é possível caber na razão tanto desprezo impresso?
A história como memória nos arde em opressão,
Em cada tino um gesto angustiador;
Em cada destino a repetição do açoite;
Nos cortando a carne a golpes de navalha;
Num demonstrativo infeliz de que não podemos ser gente;
Que não temos como nos desvencilhar das correntes!
Num banzo atual me debruço;
Me recordando que ergui-me para o dia em liberdade;
Mas, eis que a covardia do branco ocidente,
Sob ideias de um pavor da cruz;
Nos lançou negritude aprisionada.

sexta-feira, 25 de outubro de 2019

Gentileza gera gentileza...


Por: Cláudio Márcio R. da Silva

Suspeito que é sempre bom saber em quem temos crido. Cada um(a) tem vivido dias extremamente difíceis e, a dimensão da fé, isto é, do cultivo da espiritualidade, tem nos colocado de pé. Estou falando da presença misteriosa de Deus no chão da vida. Digo fé na “rapaziada e na mulherada”. Digo fé no que virá! O que virá?
Acredito que “gentileza gera gentileza”, assim sendo, “quem sabe o que planta não teme a colheita” (Gl 6.7). De fato, como sugere o velho Raul: “eu é que não me sento no trono de um apartamento com a boca escancarada, cheia de dentes, esperando a morte chegar”.

segunda-feira, 14 de outubro de 2019

ITINERÁRIO DA ESPIRITUALIDADE...


“Somente em Deus eu encontro paz e nele ponho a minha esperança” (Sl 62.5)

Por: Cláudio Márcio R. da Silva[1]

Dá-me, ó Senhor, coração grato para que meus lábios cantem a esperança!
Dá-me, ó Senhor, mãos fortes para que possa construir seu Reino de justiça.
Dá-me, ó Senhor, capacidade de encontrar seu rosto na face do próximo.
Dá-me, ó Senhor, desejo de partir o pão em comunhão libertadora.

sábado, 5 de outubro de 2019

IPU: constante reforma?


“Deem graças ao Senhor porque ele é bom; o seu amor dura para sempre” (Salmos 107:1)

Por: Cláudio Márcio[1]

Diante dos desafios temos também novas possibilidades e, sem dúvidas alguma, a IPU tem muitas razões para agradecer a Deus. Somos uma igreja corajosa, profética e acolhedora. Somos uma igreja reformada, ecumênica e que assume uma espiritualidade diaconal e libertadora.
Sabemos que muito já foi feito com amor, responsabilidade e criatividade. Sabemos também que temos muito a construir neste “chão chamado Brasil”. É preciso ouvir a voz de Deus nos chamando para o grande mutirão do Reino. Enquanto escrevo, rogo ao Espírito Santo (subversivo) que recrie nossa amada IPU.
Como comunidade que tem centralidade na Palavra de Deus precisamos de coragem para fazer releituras em nossa contemporaneidade, isto é, não se pode deixar toda herança dos nossos irmãos e irmãs que fundaram a IPU, todavia, não podemos também ficar sem perceber contextos diferentes hoje.
  Lembremos que “a Igreja sobrevive quando reconhece a necessidade constante de reforma” (Manifesto de Atibaia\1978). Dessa forma, devemos “dar, pelo púlpito e por todos os meios de doutrinação, expressão do Evangelho total de redenção do indivíduo e da ordem social” (Pronunciamento Social\1978), uma vez que, “Deus não tem endereço certo. Trabalha em todo lugar onde os humanos lhe abrem uma oportunidade” (Zwinglio Mota Dias). Que cada um(a) possa responder ao Senhor e a si mesmo sobre a indagação feita pelo nosso saudoso João Dias de Araújo: “que estou fazendo se sou cristão?”.
Irmãos e irmãs, sigamos o conselho do salmista ao dizer: “Bendirei o Senhor o tempo todo! Os meus lábios sempre o louvarão” (Salmos 34:1). Vamos juntos e de mãos dadas fazer o que será! Avante, IPU!



[1] Pensando sobre os 41 anos da IPU (setembro) de 2019

quinta-feira, 3 de outubro de 2019

ITINERÁRIO DA ESPIRITUALIDADE...


Por: Cláudio Márcio R. da Silva

Ó Deus, obrigado pela vida e por este dia. Muitas tarefas foram realizadas, porém, percebi mais uma vez sua fidelidade e cuidado em meu cotidiano. Que darei ao Senhor diante de todo bem que me faz? Como não ser grato por sua Graça que me gera riso e desejo de cantar?
Ah, Senhor, muitos são meus temores, mas, olhando para ti meu rosto se ilumina, isto é, encho-me de esperança e sigo minha jornada de fé-luta. Sigo acreditando na beleza e, não menos, na complexidade da vida. “Viver é muito perigoso” como diria Guimarães Rosa.