sábado, 3 de março de 2012

NOTA DE FALECIMENTO E PESAR


NOTA DE FALECIMENTO E PESAR


Dom Robinson Cavalcanti e sua esposa Miriam Cavalcanti



O Conselho Coordenador da Igreja Presbiteriana Unida do Brasil - CCIPU, em nome de toda a família presbiteriana unida, lamenta, profundamente, o trágico falecimento do Reverendíssimo Bispo Diocesano, Dom Edward Robinson de Barros Cavalcanti, e de sua esposa Miriam Cavalcanti, ocorrido neste domingo 26/02/2012 por volta das 22h na cidade de Olinda-PE.

A família ipeuense agradece a Deus pela vida e ministério do pastor, mestre, amigo, companheiro de inúmeras caminhadas em defesa da causa ecumênica e do Evangelho pleno de Nosso Senhor Jesus Cristo.



Ao nosso bondoso Deus rendemos graças pela vida de Dom Robinson e de sua esposa, irmã Miriam Cavalcanti. Que a infinita misericórdia, consolo e generosidade de Nosso Deus abundem nos corações dos entes familiares enlutados.



Vitória, 27 de fevereiro de 2012.



NOTA DE FALECIMENTO E PESAR - 2


Rev. José Aguiar Vallim Filho



O Conselho Coordenador da Igreja Presbiteriana Unida do Brasil - CCIPU, em nome de toda a família presbiteriana unida, lamenta, profundamente, o falecimento do Rev. José Aguiar Vallim Filho, membro do Presbitério Rio Novo, no domingo passado, 26 de fevereiro de 2012. Nosso amado pastor estava com uma grave crise de leucemia e internado no Hospital Salgado Filho, na cidade do Rio de Janeiro.



A família ipeuense agradece a Deus pela vida e ministério do Rev. José Vallim, pela dedicação ao trabalho do Senhor ao longo de toda a sua vida. O CCIPU, em especial, dá glórias a Deus por sua vida e por sua dedicação à IPU como ex-Moderador deste Conselho.



À família de nosso pastor e ex-Moderador do CCIPU, nossos mais sinceros votos de conforto e paz que vem do Altíssimo.



Vitória, 27 de fevereiro de 2012.




NOTA DE FALECIMENTO E PESAR - 3


Pastor Milton Schwantes (IECLB)



O Conselho Coordenador da Igreja Presbiteriana Unida do Brasil - CCIPU, em nome de toda a família presbiteriana unida, lamenta, profundamente, o falecimento, na madrugada desta quinta-feira, 1º de março, do biblista e pastor da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB), Dr. Milton Schwantes, professor de Antigo Testamento na Faculdades EST entre o final dos anos 70 e início dos anos 80, cujo testemunho ecumênico extravasou os limites de atuação da IECLB, influenciando uma geração de biblistas brasileiros e latinoamericanos.



O Pastor Milton Schwantes viveu os últimos anos de sua vida com graves problemas de saúde, oferecendo um testemunho de resistência e alegria. Desde agosto de 2002, após a realização de uma delicada cirurgia para a retirada de um tumor na hipófise, conviveu também com graves limitações físicas. Casado com Rose, Milton era pai de três filhas.



A família ipeuense agradece a Deus pela vida e ministério deo Pr. Milton Schwantes, pela dedicação ao trabalho do Senhor ao longo de toda a sua vida em prol da causa de Cristo e da unidade entre os cristãos.



À família de nosso pastor e à nossa co-irmã Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil, nossos mais sinceros votos de conforto e paz que vem do Altíssimo.



Vitória, 02 de março de 2012


WERTSON BRASIL

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

SER CRISTÃO...

“Ser cristão é, com efeito, aceitar e viver solidariamente a fé, a esperança e a caridade, no sentido que a palavra do Senhor e o encontro com ele dão ao devir histórico da humanidade a caminho da comunhão total”. (Gustavo Gutierrez)







A cada manhã me vejo não pertencente mais a uma maneira de viver a experiência religiosa de forma homogênea e a meu ver, extremamente “líquida”. Isto é, seu efeito acaba logo. Desta maneira, como estudante de Ciências Sociais e concordando com Peter Berger quando aponta que “o sociólogo é o homem que tem que ouvir mexericos, menos a contragosto, o homem que sente tentação em olhar através de buracos de fechadura, ler correspondência alheia, abrir armários fechados” (BERGER, 2010, p.28), me lanço a refletir e perceber através de experiências aparentemente simples o que está oculto a ser desvendado. Ou seja, “o sociólogo tenta ver o que existe”. (BERGER, 2010, p.14)




Evidente que como não há neutralidade nas ciências sociais, o sociólogo tem um objeto a conhecer (o mundo social), de que ele próprio é produto. Assim, como pode efetuar uma dúvida radical, se ele é um ser social? Mas Bourdieu sinaliza, “como pode o sociólogo escapar à persuasão clandestina que a cada momento sobre ele se exerce, quando lê o jornal, ou quando vê televisão, ou mesmo quando lê os trabalhos dos seus colegas?” (BOURDIEU, 2010, p.36) Desta maneira, a ruptura é uma conversão do olhar... um novo olhar (um olhar sociológico).




De fato, a sociologia tem como objetivo precípuo compreender e explicar as permanências e as transformações que ocorrem nas sociedades humanas e até indicar algumas pistas sobre os rumos das mudanças Assim levanto minha cabeça e vejo: a mercantilização da fé, o jugo pesado da religião, a demonização do outro, o não diálogo, a manutenção de estruturas de dominação em nome do Sagrado... Confesso: tudo isso me dá nojo! Se ser cristão é isso, então não quero mais ser cristão.




Contudo, sei que existem outras experiências de vivência da fé de uma maneira mais humana e libertadora espalhada neste solo brasileiro, em comunidades presbiterianas, batistas e outras que meu coração enche-se de alegria e esperança. Ter encontrado no caminho pessoas como: João Dias de Araújo (IPU), Israel Argôlo, Marcos Monteiro, Jorge Nery, Jardson Gregório, Paulo Nascimento e Wellington (IBP), Adriano Trajano, Carlos Queiroz, Enilson, Wagner Borges, Joel (Batista Nazaré) e tantos outros, me faz perceber que sempre existem brechas para se pensar e agir diferentemente do que prega-se o neoliberalismo.




Que cara machista não é? E as mulheres? Bem, poderia apontar: Icléa Rebouças, Valdelice Silva, Jussiana Silva, Tatiana Rebouças, Jemima Evangelista, Sônia Mota, Odja (IBP), Anita Wright e outras. Olha só, são homens e mulheres com quem tive contato e sei que existem tantos Josés e Marias que ainda não conheci. Sei que esses nomes me mostram que há outra maneira de viver a fé e de celebrar a vida. Logo, quando levanto a cabeça e olho, vejo um fardo leve e suave, vejo misericórdia e perdão, vejo cuidado e emancipação.




Acredito e vejo que o Espírito tem soprado aqui e ali e que este sopro ultrapassa a comunidade eclesiástica e promove caos-ordem nas esquinas e praças da cidade e ou em outros territórios onde há humanos. Diante disso, acredito que é chegado um momento de amadurecimento da fé como aponta o apóstolo Paulo: “Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino” (1 Cor13:11 ). Ou seja, assumirmos nossa responsabilidade como humanos e, independente da maneira que se vive a fé (neste ou naquele grupo), penso que necessitamos de outras práticas que ultrapassem a nossa imagem no espelho.




Assim, para os que crêem, é chegado o Reino de Deus onde tod@s devem arrepender-se. De quê? Bem, poderia sinalizar alguns pontos como: arrepender-se de uma religiosidade mesquinha que não traduz e ou revela o que Cristo nos propõe a ser; arrepender-se da arrogância; do preconceito; da ganância; da incredulidade (se não em Deus, em nós mesmos e nos outros); da omissão diante de tanta injustiça...Onde está nossa dimensão profética?




Desta maneira, os desafios de um novo tempo estão exigindo de nós possíveis respostas. Mas, o que falamos? As vezes tenho a impressão que falamos, falamos, e não dizemos nada. Ou seja, não acompanhamos as transformações sociais e queremos ser igreja como os nossos ancestrais. Bem, neste jogo sempre devemos nos perguntar, o que permanece? O que deve se modificar? Por quê? Ora, penso que é necessário e saudável rever algumas questões, não? Minhas inquietações, decepções e encantos são muitos. Mas, continuo em Tuas mãos, continuo sendo Teu, continuo crendo em Ti...Só sei que Teu rosto e Tua voz são cada vez menos institucionais-burocrático e, cada vez mais simples e cheios de levesa (como pássaro em minha janela a cantar).




Abraço sócio-teológico




Cláudio Márcio

domingo, 15 de janeiro de 2012

SOPRA ESPÍRITO EM NOSSO PRESBITÉRIO!

“Deus é como um vento. Sentimos na pele quando ele passa, ouvimos sua música nas folhas das árvores e o seu assobio nas gretas das portas. Mas não sabemos nem de onde vem nem para onde vai. Na flauta, o vento se transforma em melodia. Mas não é possível engarrafá-lo. No entanto, as religiões tentam engarrafá-lo em lugares fechados a que eles dão o nome de “casa de Deus” Mas, se Deus mora numa casa, estará ele ausente do resto do mundo? Vento engarrafado não sopra...” (Rubem Alves)



Mais uma reunião do nosso presbitério (06 a 08 de janeiro de 2012) onde desejamos ver e rever irmãos (ãs) de suas comunidades de fé para que nosso coração encha-se de esperança e fervor para realizarmos aquilo que entendemos ser sopro do ESPÍRITO em nossa jornada. Desta maneira, a IPU de Gov. Mangabeira acolheu o nosso PSVD com muito carinho e amor.


Assim, a reunião inicia-se com a SUPRE na sexta à tarde, onde um processo de avaliação das atividades desenvolvidas ou não em cada comunidade é apresentado. Já na noite, tivemos um culto muito significativo coma participação do irmão Dinailton (Igreja Batista/ Ministro de música) e uma provocativa reflexão do Rev. Luis Pereira (Atos 11:19-26) , em que levou-nos a pensar sobre uma necessidade de observar os modelos das primeiras comunidades a fim de fortalecer nossa jornada de fé e compromisso com o evangelho de Cristo.


No sábado pela manhã e tarde as comissões trabalhavam para apresentar seus relatórios à assembléia... Contamos com a presença do Rev. Josué Mello e sua esposa Tecla Mello (o PSVD atendendo ao pedido do Rev. Josué Jubilou com louvor pelo seu serviço prestado ao Reino de Deus na nossa IPU). Assim, Josué e Tecla não só agradeceram a Deus por seus 50 anos de casados como convidou o PSVD para a celebração na IPU do Salvador ainda em janeiro.


Já no culto noturno ocorreu uma belíssima liturgia dirigida pelo irmão Sérgio Miranda, as músicas ficaram com Dinailton e Jr. Amorim e a reflexão foi realizada pelo novo reverendo em nosso presbitério e também pastor na IPU do Salvador (Paulo Roberto) sinalizando no texto de Efésios 3: 14-21 a fim de que Cristo habite em nossos corações e possamos seguir a Palavra de Deus com muito cuidado e zelo. O rev. Paulo Roberto também foi eleito (no domingo pela manhã) como o novo secretário do PSVD. Seja bem vindo a esse chão de encantos... Você e sua família!


Assim, no domingo pela manhã, tivemos uma pequena abertura com cânticos, orações, leitura bíblica e uma linda poesia recitada pela irmã Rute e logo após, um estudo muito significativo com o Pr. Jorge Nery (teólogo e historiador) que provocou a tod@s ao empenho na vivência do Reino e também a necessidade de reler documentos da história da Igreja a fim de encontrar nas encruzilhadas da caminhada as possíveis respostas das escolhas que foram feitas no processo histórico da IPU. Ou seja, temos uma história bela em um contexto específico. Porém, quem somos neste novo tempo? Logo, Jorge Nery provocou: como iremos agir em nossas comunidades em relação aos homossexuais? E, as religiões de matriz africana não teria muito a nos ensinar em uma perspectiva de uma espiritualidade ecológica?


Ora, ainda pela manhã tivemos um culto coma celebração da eucaristia (dirigido pelo Rev. João Dias) e uma reflexão do moderador do nosso PSVD (Rev. Dagoberto Pereira) nos convocando para o serviço ao Reino de Deus em nossas comunidades e no mundo.


Gosto de um texto de Rubem Alves que aponta que “Deus é um pássaro encantado e que só ouvimos o seu canto.” No entanto, alguns pensando ter domínio sobre este pássaro, trouxeram gaiolas em suas mãos. Mas, “o que carregam são pássaros engaiolados (ídolos).” Aponta ainda Alves: “Deus nos deu asas. Mas as religiões inventaram gaiolas.”


Desta maneira, pensando com Stuart Hall em uma perspectiva de identidades múltiplas e não fixas é que nossa comunidade IPU vive sua espiritualidade na oração e no partir do pão, no abraço e no canto, no ouvir e no sentar-se a mesa da fraternidade, na superação da saudade de alguns da IPB e na construção de uma juventude que conheça nossa história, na luta por justiça social e a promoção da vida, na palavra de Deus no texto sagrado e na cultura (no cotidiano)... Ou seja, a IPU é esta comunidade eclesiástica acolhedora e também paradoxal que vive sua humanização para tornar-se efetivamente mais divina em suas ações.


Penso a IPU como o espaço onde estamos nos perguntando a cada manhã: o que estou fazendo se sou cristão? (Rev. João Dias) e um desejo profundo de viver a vida em suas múltiplas dimensões. Pois, como diz Alves: “gostaria de viver muito porque a vida é boa.” Bem, temos desejos, desafios e coragem de continuar dizendo sim ao projeto de Jesus de Nazaré e sermos sensíveis ao sopro do Espírito na história, na igreja, na vida, nas esquinas e praças do nosso chão (Recôncavo, Bahia, Nordeste, Brasil, América Latina... Assim, sentindo o sopro do Espírito que é cheio de vida e libertação, lembro o tema anual do nosso presbitério: EVANGELIZAÇÃO E MISSÃO, O DESAFIO NOSSO DE CADA DIA.


Muritiba/ Ba, Janeiro de 2012


Cláudio Márcio

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

AS PESSOAS MUDAM...

“Prefiro ser
Essa metamorfose ambulante.
Eu prefiro ser
Essa metamorfose ambulante.


Do que ter aquela velha opinião
Formada sobre tudo.
Do que ter aquela velha opinião
Formada sobre tudo. ”
(Raul Seixas)



Mais uma manhã se abriu para mim e eu logo me encho de esperança... É possível reconstruir, recomeçar, insistir no projeto que me envolve e me dá prazer. Qual e ou quais os projetos que te dão prazer? Ora, para mim a leitura e a escrita tem sido um exercício onde vale à pena investir um tempo... Como é bom estar com um livro e um teclado de computador nas mãos.


Falo isso por avaliar um processo em que me encontro... Como e porque um garoto que não gostava de estudar hoje passa horas por dia na busca do conhecimento? Quais os fatores que levaram a isso? Buscando em minha memória cheguei a alguns indicativos; 1) sempre tive o apoio de meus pais no processo educacional (aliás, não só eu, meu irmão e irmãs também); 2) não fui um estudante bagunceiro (só não gostava de estudar)...para ser mais honesto, sempre gostei de disciplinas de humanas; 3) Suspeito também que quando passei a fazer seminário e comecei a namorar Jussi (minha esposa) então, algo mudou.


Contudo, o desejo de ser universitário era muito forte (apesar de sentir-me em débito quanto o conteúdo para o ingresso na universidade). Queria fazer história em qualquer universidade e Jussi insistia: “você tem que fazer em uma instituição pública”... Como foi bom ouvir este conselho! Assim, lancei-me em alguns dois vestibulares da UFRB e não passava na segunda fase. Até que um dia eu mudei a opção de curso; Ciências Sociais é na área de humanas (acho que vou gostar) e por motivos que não sei explicar, naquele ano, (a concorrência de história ficou mais baixa do que a de ciências sociais) e eu passei.


Lembro-me como hoje o dia que saiu o resultado (estava em Laje na casa de MIMA) e vi o meu nome naquela lista de aprovados (que sensação maravilhosa!). Desta maneira, uma infinidade de possibilidades teóricas seria apresentada a mim. Mesmo percebendo lacunas no curso de CISO da UFRB... Estou completamente apaixonado por este curso. A sociologia e a antropologia se apoderaram de mim... Não é mais possível um olhar que não seja teológico, sociológico e antropológico para o mundo que vejo onde informo e sou informado.


Confesso que não sei aonde tudo isso vai me levar... Mas, tenho acreditado neste jogo e estou muito feliz em viver este processo de metamorfose existencial... Desejo, através de muito esforço, disciplina e celebração da vida construir junto aos meus companheiros de estudo (Paulo Roberto; Valdir Alves; Matheus Barros, Ezequias Amorim) assim, como muitos de nossos professores, contribuir com o fortalecimento das Ciências Sociais no Brasil.


Muritiba- Ba, Janeiro de 2012


Cláudio Márcio

domingo, 25 de dezembro de 2011

GRATO...

Grato pelo encontro com o Eterno, o Misterioso...;


Grato por lutar contra o jugo opressor da religião;


Grato por viver uma espiritualidade diferente (me faz mais humano...);


Grato por celebrar a vida a cada dia;


Grato pela fé e pela dúvida;


Sou grato pelo ar que respiro;


Pelo sol que brilha de dia;


A lua e as estrelas a noite;


Pelo canto dos pássaros;


Pelas lindas borboletas em pleno vôo;


Cada culto no lar, na Igreja;


Cada louvor cantado ao Soberano;


Cada texto sagrado lido no livro e na vida;


Sou grato por não ser anjo, sou humano;


Grato pelas limitações e superações;


Grato pelo riso e o choro;


Grato pelo acerto e erro;


Sou grato pela família biológica (Mãe e Pai, irmãs e irmão, cunhados (a), sobrinhos (a);


Grato pela minha querida esposa (sou seu fã!) VALEU MESMO CRIADOR! E toda sua família;


Pela família IPU em Muritiba, no nosso presbitério (PSVD) e a nacional;


Grato pelas vidas que encontro no caminho;


Pelas amizades construídas;


Sou grato pelo pão-nosso de cada dia;


Pelo livro de cada dia;


Pelo abraço de cada dia;


Pelo aperto de mão de cada dia;


Pelo sorriso de cada dia;


Pela resistência de cada dia;


Pela reflexão de cada dia;


Pelo reggae de cada dia;


Pela oração de cada dia;


Pela UFRB e evidentemente o curso de Ciências sociais;


Pelos companheiros de estudo diários (quanta sede de e do saber);


Grato pela minha orientadora do TCC (incentivos e puxões de orelha);


Grato por mais um Natal (Deus se fez menino!);


Grato por mais um texto para compartilhar com você que acompanha o TEOLOGANDO NA SERRA...


Desejo que tenha um ano de paz e que o Sopro do Espírito toque sua vida.


Muritiba- BA, dezembro de 2011


Cláudio Márcio

domingo, 4 de dezembro de 2011

Livro na mão, conversas e incertezas...

Uma das coisas boas da vida é poder relaxar ouvindo um bom reggae de Marley enquanto me ponho ao exercício da reflexão, da produção do conhecimento, da busca de mim mesmo, de poder parar um pouco nesta vida tão corrida e com tantos compromissos. Agora é sentir o som, a vibração, a energia, a espiritualidade, o encontro com o sagrado.


Assim, me coloco a pensar na minha existência, meus anseios, minhas limitações, minha relação de encanto e desencanto com o mundo, com a religião, com a educação, comigo mesmo e, percebo que isso me faz bem. Que os vários eus são conflituosos e também harmoniosos. Isto é, um não anula o outro, são complementares. Desta maneira, quem sou eu?


Quantas questões afligem o meu ser, meu Deus Pai-Mãe!


A dúvida, o desejo de viver o que não sei se viverei.


É um jogo! Preciso jogar! Preciso acreditar! Preciso de você!


Novas amizades, novos espaços e leituras onde um outro horizonte se abre diante de mim.


Velhos conflitos, que não sei se foram e ou serão resolvidos.


Quem sou? Quem és? Por que eu? Como?


Me olho no espelho e não me vejo lá,


Pego meu óculos na mesa e continuo a procurar,


Alguém tem uma lupa para emprestar?


Troco de roupa, de escova, de perfume...


Será que vou me encontrar?


Tua face fico a procurar...


Acordo cedo, durmo tarde e sempre a observar,


Na esperança que isso um dia vai melhorar,


A busca de mim, a busca de Ti, a busca do pão, a busca do irmão...


Me olho no espelho e para o meu espanto: quem tava lá?


Um Deus gordo, barbudo e fiquei a pensar: é possível meu Deus, não consigo enxergar?


Tirei o óculos, lavei e enxuguei o rosto...coloquei novamente o óculos e...


Ah sim, sou eu! Que loucura! Ainda pouco era o Senhor.


Continuo a procurar...


Oro, penso, escrevo, reflito, estudo,existo, questiono, recrio...


Penso ser bom tudo isso! A vida é dinâmica e misteriosa!


Há crises... Há encruzilhadas...


Em cada escolha conseqüências... Escolhemos?


Como discernir o que nos é imposto socialmente (estruturas, representações coletivas) de quando somos sujeitos históricos sociais. Isto é, não mais objetos?


Somos uma sociedade de indivíduos e indivíduos que são sociais. (Bonito o que aponta Norbert Elias) não é, Criador?


Não sei mais quem sou... Só sei que sou Teu!


Só sei que continuo te encontrando na face de homens e mulheres nas esquinas e ou praças.


Só sei que quero ser...


Muritiba/BA, Dezembro de 2011


Cláudio Márcio

sábado, 29 de outubro de 2011

ANUNCIA PROFETA...






“Fora, pois, com todos esses profetas que dizem ao povo de Cristo “Paz, paz!”sem que haja paz!” (Tese 92/ Martinho Lutero)




Como é bom poder viver o sonho que durante tanto tempo foi idealizado, refletido e agora, efetivamente, vivido através do acolhimento de uma comunidade eclesiástica. Ora, no coração o desejo profundo de servir ao Deus da vida, o desejo de ser usado pelo Espírito, o desejo de ser uma benção onde quer que se vá. Assim, através de orações, de estudos e inúmeros desafios na caminhada...


Chega-se a formação no STBNe, e após um pouco de agonia mas acima de tudo, confiança, a ordenação. Ou seja, após o cumprimento de alguns ritos, da crença que é pública, da eficácia simbólica dos pastores que impuseram as mãos e evidentemente um misto de objetividade e subjetividade, entre tantas outras questões, nasce o pastor.


Desta maneira, como aplicar o que foi estudado? Como agir no cotidiano com situações que o conhecimento acadêmico não responde? Na verdade, a meu ver, uma coisa não deve anula a outra. O conhecimento e ou os conhecimentos acadêmicos e populares devem estabelecer diálogo para que um novo paradigma possa ser estabelecido. Ou seja, como bem apontou Paulo Freire, “as pessoas se educam em comunhão” e ou deve existir “um processo de aprendizagem que se dar de forma mútua” entre o pastor e as ovelhas.


Contudo, o que significa ser pastor em uma sociedade cada vez mais plástica, plural, globalizada e capitalista? Como anunciar o Evangelho da graça sem que se caia na mercantilização da fé? Ou como ser voz do sagrado em um contexto polifônico? Ora, penso que há uma necessidade do pastor e ou líder religioso de forma geral se comportar de uma maneira dialógica na mesa da fraternidade. Penso que deve existir abertura para não só ouvir, mas, aprender com o outro no caminho.


Sendo assim, é tempo de junto ao exercício da oração, da leitura do texto sagrado e do louvor, viver-se também o partir do pão, a reflexão crítica, o rompimento com as estruturas da morte... Uma vez que como apontou Rubem Alves na década de 70 falando sobre a IPB e a meu ver se encaixa em outras comunidades e em outro tempo, diz: “Estou convencido, entretanto, que estranha metamorfose se processou. A comunidade se liberdade se esqueceu, traiu e se rebelou contra ela. Na realidade, não existe novidade nisso... Triunfa o autoritarismo sobre a comunidade; as estruturas sobre a pessoa; o passado sobre o futuro; a lei sobre o amor. E, em última instância, a morte sobre a vida”.


Mas, o evangelho é palavra de vida, de libertação, de acolhimento, de justiça social. Isto é, penso que devemos nos reinventar no viver social e dessa vez, eliminarmos as dicotomias e percebermos a totalidade que existe nessa complexidade que é o humano, a sociedade e a vida.


Desta maneira, gostaria de parabenizar você, WAGNER BORGES neste passo que acabou de dar. E pedir a Deus (Pai e Mãe de toda criação) que o capacite neste caminho cheio de alegrias e desencantos que é o ministério pastoral. Lembre-se que a obra é do Senhor... “Tendo por certo isto mesmo, que aquele que em vós começou a boa obra a aperfeiçoará até ao dia de Jesus Cristo;” (Fl 1.6)




Abraço sócio-teológico


Cláudio Márcio

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Necessário vos é nascer de novo... e ser mais uma vez criança!

A perspectiva cristã sinaliza, a meu ver, algo bem interessante. A saber, o Deus menino (criança), revelado em Jesus de Nazaré... Mas, que Deus é esse que se faz criança necessitando de carinho e atenção? Como pensar um Deus tão pequenino? Tão humano? Tão frágil? Ora, como já disse: para mim, esta é a beleza da fé cristã... O logos se fez carne e habitou entre nós.


No entanto, na história e por interesses diversos, Jesus de Nazaré tornou-se rico e poderoso, mudou de cor, de cabelo, cor dos olhos... Sabemos por que isso aconteceu! Não é mesmo? No entanto, penso que deve existir um resgate do pequenino que caminhava no meio dos marginalizados do seu tempo. Alguém que faz uma escolha! Servir ao projeto do reino de Deus e promover justiça e dignidade ao humano... Celebração da vida! Libertação de toda dominação que animalizava os filhos de Deus.


Assim, acredito que neste dia das crianças do ano de 2011, devemos repensar nossa jornada em algumas dimensões. Ou seja, entendemos o texto bíblico em Mt 19:14 que diz: “Jesus, porém, disse: Deixai os meninos, e não os estorveis de vir a mim; porque dos tais é o reino dos céus.” Daí, o cuidado que precisamos ter para não nos encaixarmos em Lc 18:15 que diz: “E traziam-lhe também meninos, para que ele lhes tocasse; e os discípulos, vendo isto, repreendiam-nos.”


Nosso papel é sermos crianças e levarmos nossa jornada com mais leveza no coração. Nós adultos somos muitos sérios com a vida, com os compromissos... Não percebemos muitas vezes que devemos brincar. Gosto do pensamento de Rubem Alves: “Deus é alegria. Uma criança é alegria. Deus e uma criança têm isso em comum: ambos sabem que o universo é uma caixa de brinquedos. Deus vê o mundo com os olhos de uma criança. Está sempre à procura de companheiros para brincar.”


Logo, sou a favor de que nós adultos e aos líderes religiosos de uma forma geral, devemos rever nossas práticas e sermos mais humildes, mais simples na caminhada. Pois, somos muito arrogantes e queremos ter todas as respostas e entendermos de tudo... Chega de tanta centralização no líder religioso! Chega de achar que a voz do pastor é a única voz legítima na Igreja!


Sonho com um novo tempo e com uma nova comunidade... Um espaço de humanos que não desistem da vida, que são criativos, que são justos em suas ações, que estão dispostos a perdoar e pedir perdão, que partem o pão, que estendem a mão para a luta e para o afeto. Sim! É possível outras práticas religiosas que emancipem a comunidade para serem no e com o mundo. Sim! É tempo de sermos crianças...


Desta maneira, penso que precisamos entender que a vida é muito breve para gastarmos com briguinhas e ou acomodações... Quero como meus sobrinhos Arthur, Gustavo e Raiana brincar até cansar e depois com o corpo cansado e os olhos fechando lutar contra o sono e desejar brincar mais um pouquinho... Aí, nós adultos pensamos: amanhã vão acordar tarde... Estão cansados. Ora, pura ilusão... Raiou mais um dia e a “bateria” tá recarregada... Vida em plenitude para mais um dia... Viva a espontaneidade e a vontade de viver de uma criança!


Abraço sócio-teológico


Cláudio Márcio



OBS: O meu objetivo não foi falar do sentido mercadológico desta data e nem das inúmeras crianças que não possuem direito a infância. Ou seja, estão trabalhando nas esquinas da nossa Pátria querida, são marginalizadas por sua cor de pele, religião, sexualidade, classe econômica... Meu desejo, neste momento é provocar nós adultos (sobretudo @os líderes religiosos).

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

PARALISAR PAPA MOBILIZAR/UFRB


O Coletivo #ParalisarParaMobilizar torna pública a resposta à NOTA emitida pela APUR e ASSUFBA, à comunidade acadêmica no dia 04 de outubro de 2011.


O Coletivo agradece o apoio da APUR ao intermediar, para com a Reitoria, o estabelecimento da Mesa Permanente de Negociação, bem como o reconhecimento da legitimidade da nossa Pauta de Reivindicação. Contudo, entendemos que fomos mal interpretadas, quanto à recusa da participação direta da APUR na Mesa Permanente de Negociação. E justificamos que esta recusa foi, precisamente, por percebermos que estávamos vivendo um momento de discussão específico de nossa categoria.
No entanto, não diminuímos a importância da discussão com os outros segmentos da Universidade, porém, em um momento posterior, na Câmara Inter Setorial, quando já tivermos superado o debate de nossas pautas, solicitaremos a intermediação dos Sindicatos presentes na UFRB, como foi feito internamente pelas outras categorias.
Salientamos que reconhecemos a APUR e a ASSUFBA como parceiras nessa luta pela construção de uma Universidade Pública de qualidade e reiteramos nossa infelicidade no proferir do discurso anteriormente utilizado. Ressaltamos que o Coletivo #ParalisarParaMobilizar da UFRB compreende e entende perfeitamente que da maneira como nos posicionamos ao longo da nossa NOTA PÚBLICA, não nos fizemos objetivos e concisos nas nossas palavras, acabando por pronunciar um discurso pejorativo para com os técnicos administrativos e ao corpo docente. Por esse motivo, devemos nos retratar publicamente pelas colocações, por ora infelizes, do Coletivo Estudantil #ParalisarParaMobilizarUFRB.
Efetivamente a documentação analisada apresenta falhas por parte da Comissão de licitação e de fiscalização, e como publicamos são indícios. Reconhecemos mais uma vez que fomos infelizes ao inquirirmos acusações responsabilizando exclusivamente as comissões.
Assim, se faz extremamente pertinente a reiteração de um pedido formal e público de apostasia aos técnicos administrativos e ao corpo docente representados pela suas instâncias representativas: APUR e ASSUFBA, como também a toda comunidade acadêmica e a sociedade civil pelo que possa soar como, acusação de omissão e responsabilização sumária.
Por fim, destacamos que a nossa NOTA teve por objetivo informar a toda sociedade civil e a comunidade acadêmica as irregularidades administrativas que vem ocorrendo na UFRB. Sendo assim, tornamos pública a nossa retratação como forma de manter um diálogo uníssono com estes que tem o mesmo objetivo que nós: uma educação de ensino superior, gratuita, com qualidade.
O Movimento Estudantil continua autônomo e em luta!
Coletivo #ParalisarParaMobilizarUFRB
05/10/2011


terça-feira, 4 de outubro de 2011

PARALISAR PARA MOBILIZAR/ UFRB

Nota à sociedade e à comunidade acadêmica

O documento da Controladoria Geral da União nº 10/2010-APG aponta o superfaturamento e superestimativa de serviços nas obras de construção das unidades de apoio acadêmico no campus de Cruz das Almas e na construção do Hospital Veterinário (concorrência nº 05/2009).

O referido documento mostra “(...) que serviços executados em menor quantidade têm sido faturados na mesma quantidade da licitação, e deficiências de execução e ajustes de projetos têm sido negligenciados (...)”. Isso evidencia o superfaturamento na aquisição de materiais como: aço, telhado, pintura, cimento, piso, janelas, portas e em toda mão de obra executora desses serviços. Enfim, o documento deixa claro que a administração central da UFRB precisa dar explicações à sociedade brasileira.

Na universidade existe uma comissão de licitação e uma comissão de fiscalização. Portanto, entende-se que a responsabilidade direta por esses indícios apontados é imputada a elas.

O silêncio do corpo docente em suas mais diversas representações, do corpo técnico da universidade e dos referidos diretores de centro diante desses indícios não é justificável.

Assim, convocamos toda a sociedade para que se manifeste e exija explicações imediatas diante do apresentado.

O Movimento Estudantil segue autônomo e em luta!

#ParalisarParaMobilizarUFRB

Cruz das Almas, 03 de outubro de 2011