segunda-feira, 30 de julho de 2012
Eu, o altar e a queda do Golias...
quarta-feira, 18 de julho de 2012
Eu, Deus no Cotidiano...
terça-feira, 17 de julho de 2012
MEU CAMARADA...
sexta-feira, 15 de junho de 2012
Caminhando...
quarta-feira, 16 de maio de 2012
FORÇA CLARICE... QUEREMOS BRINCAR!
sábado, 12 de maio de 2012
Mães que choram
Mães, mas sobretudo mulheres - Pastora Odja Barros
quarta-feira, 25 de abril de 2012
SOU CRISTÃO?
segunda-feira, 19 de março de 2012
“Roubando” a flor do altar...
Ontem à noite, mais uma lição...
Tem momentos que não sabemos o que fazer!
Até que uma flor pode surgir...
Pode até ser artificial...
Mas, ela encanta, suaviza, alegra...
Resolve?
Sinceramente, não sei!
Apenas acredito que elas anunciam o belo, o Divino...
Sim! Até as artificiais!
Pois, ali tá a mão do humano...
E, onde tá a mão do humano,
O sagrado se manifesta!
Sim! O profano também!
Somos complexos e inacabados...
Somos caminhantes em encruzilhadas!
E, na encruzilhada, a escolha tem que ser feita!
Para que lado você vai?
Bem, eu ouço uma voz que arde meu coração quando me aproximo da cruz...
Vou andando...
Encontrando vidas que não sei o que fazer!
Só sei que são vidas...
Mesmo sem parecer!
E, enquanto flores forem arrancadas do altar de uma Igreja em festa...
Para serem oferecidas aos invisíveis sociais...
Então, entenderei que as flores não só embelezam e perfumam...
Mas, dignificam o humano.
Muritiba/BA em 19/03/2012
Cláudio Márcio
Esta meditação é fruto de um olhar para o que ocorreu no aniversário de 47 anos da IPU em Itapagipe em que fui convidado a ser o pregador com a reflexão intitulada: SEMEADORES DE DESTRUIÇÃO X SEMEADORES DE VIDA. Bem, antes de começar o culto, uma mulher aparentemente drogada e suja entrou, gritou e sentou na Igreja... Geralmente quando alguém entra e fica em silêncio...tudo bem. Mas, quando quebra a “ordem” da programação é complicado, não? Porém, o que fazer? Um presbítero da Igreja, “roubou” uma flor da ornamentação do aniversário da comunidade e ofereceu a mulher.
sábado, 3 de março de 2012
NOTA DE FALECIMENTO E PESAR
NOTA DE FALECIMENTO E PESAR
Dom Robinson Cavalcanti e sua esposa Miriam Cavalcanti
O Conselho Coordenador da Igreja Presbiteriana Unida do Brasil - CCIPU, em nome de toda a família presbiteriana unida, lamenta, profundamente, o trágico falecimento do Reverendíssimo Bispo Diocesano, Dom Edward Robinson de Barros Cavalcanti, e de sua esposa Miriam Cavalcanti, ocorrido neste domingo 26/02/2012 por volta das 22h na cidade de Olinda-PE.
A família ipeuense agradece a Deus pela vida e ministério do pastor, mestre, amigo, companheiro de inúmeras caminhadas em defesa da causa ecumênica e do Evangelho pleno de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Ao nosso bondoso Deus rendemos graças pela vida de Dom Robinson e de sua esposa, irmã Miriam Cavalcanti. Que a infinita misericórdia, consolo e generosidade de Nosso Deus abundem nos corações dos entes familiares enlutados.
Vitória, 27 de fevereiro de 2012.
NOTA DE FALECIMENTO E PESAR - 2
Rev. José Aguiar Vallim Filho
O Conselho Coordenador da Igreja Presbiteriana Unida do Brasil - CCIPU, em nome de toda a família presbiteriana unida, lamenta, profundamente, o falecimento do Rev. José Aguiar Vallim Filho, membro do Presbitério Rio Novo, no domingo passado, 26 de fevereiro de 2012. Nosso amado pastor estava com uma grave crise de leucemia e internado no Hospital Salgado Filho, na cidade do Rio de Janeiro.
A família ipeuense agradece a Deus pela vida e ministério do Rev. José Vallim, pela dedicação ao trabalho do Senhor ao longo de toda a sua vida. O CCIPU, em especial, dá glórias a Deus por sua vida e por sua dedicação à IPU como ex-Moderador deste Conselho.
À família de nosso pastor e ex-Moderador do CCIPU, nossos mais sinceros votos de conforto e paz que vem do Altíssimo.
Vitória, 27 de fevereiro de 2012.
NOTA DE FALECIMENTO E PESAR - 3
Pastor Milton Schwantes (IECLB)
O Conselho Coordenador da Igreja Presbiteriana Unida do Brasil - CCIPU, em nome de toda a família presbiteriana unida, lamenta, profundamente, o falecimento, na madrugada desta quinta-feira, 1º de março, do biblista e pastor da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB), Dr. Milton Schwantes, professor de Antigo Testamento na Faculdades EST entre o final dos anos 70 e início dos anos 80, cujo testemunho ecumênico extravasou os limites de atuação da IECLB, influenciando uma geração de biblistas brasileiros e latinoamericanos.
O Pastor Milton Schwantes viveu os últimos anos de sua vida com graves problemas de saúde, oferecendo um testemunho de resistência e alegria. Desde agosto de 2002, após a realização de uma delicada cirurgia para a retirada de um tumor na hipófise, conviveu também com graves limitações físicas. Casado com Rose, Milton era pai de três filhas.
A família ipeuense agradece a Deus pela vida e ministério deo Pr. Milton Schwantes, pela dedicação ao trabalho do Senhor ao longo de toda a sua vida em prol da causa de Cristo e da unidade entre os cristãos.
À família de nosso pastor e à nossa co-irmã Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil, nossos mais sinceros votos de conforto e paz que vem do Altíssimo.
Vitória, 02 de março de 2012
WERTSON BRASIL
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
SER CRISTÃO...
“Ser cristão é, com efeito, aceitar e viver solidariamente a fé, a esperança e a caridade, no sentido que a palavra do Senhor e o encontro com ele dão ao devir histórico da humanidade a caminho da comunhão total”. (Gustavo Gutierrez)
A cada manhã me vejo não pertencente mais a uma maneira de viver a experiência religiosa de forma homogênea e a meu ver, extremamente “líquida”. Isto é, seu efeito acaba logo. Desta maneira, como estudante de Ciências Sociais e concordando com Peter Berger quando aponta que “o sociólogo é o homem que tem que ouvir mexericos, menos a contragosto, o homem que sente tentação em olhar através de buracos de fechadura, ler correspondência alheia, abrir armários fechados” (BERGER, 2010, p.28), me lanço a refletir e perceber através de experiências aparentemente simples o que está oculto a ser desvendado. Ou seja, “o sociólogo tenta ver o que existe”. (BERGER, 2010, p.14)
Evidente que como não há neutralidade nas ciências sociais, o sociólogo tem um objeto a conhecer (o mundo social), de que ele próprio é produto. Assim, como pode efetuar uma dúvida radical, se ele é um ser social? Mas Bourdieu sinaliza, “como pode o sociólogo escapar à persuasão clandestina que a cada momento sobre ele se exerce, quando lê o jornal, ou quando vê televisão, ou mesmo quando lê os trabalhos dos seus colegas?” (BOURDIEU, 2010, p.36) Desta maneira, a ruptura é uma conversão do olhar... um novo olhar (um olhar sociológico).
De fato, a sociologia tem como objetivo precípuo compreender e explicar as permanências e as transformações que ocorrem nas sociedades humanas e até indicar algumas pistas sobre os rumos das mudanças Assim levanto minha cabeça e vejo: a mercantilização da fé, o jugo pesado da religião, a demonização do outro, o não diálogo, a manutenção de estruturas de dominação em nome do Sagrado... Confesso: tudo isso me dá nojo! Se ser cristão é isso, então não quero mais ser cristão.
Contudo, sei que existem outras experiências de vivência da fé de uma maneira mais humana e libertadora espalhada neste solo brasileiro, em comunidades presbiterianas, batistas e outras que meu coração enche-se de alegria e esperança. Ter encontrado no caminho pessoas como: João Dias de Araújo (IPU), Israel Argôlo, Marcos Monteiro, Jorge Nery, Jardson Gregório, Paulo Nascimento e Wellington (IBP), Adriano Trajano, Carlos Queiroz, Enilson, Wagner Borges, Joel (Batista Nazaré) e tantos outros, me faz perceber que sempre existem brechas para se pensar e agir diferentemente do que prega-se o neoliberalismo.
Que cara machista não é? E as mulheres? Bem, poderia apontar: Icléa Rebouças, Valdelice Silva, Jussiana Silva, Tatiana Rebouças, Jemima Evangelista, Sônia Mota, Odja (IBP), Anita Wright e outras. Olha só, são homens e mulheres com quem tive contato e sei que existem tantos Josés e Marias que ainda não conheci. Sei que esses nomes me mostram que há outra maneira de viver a fé e de celebrar a vida. Logo, quando levanto a cabeça e olho, vejo um fardo leve e suave, vejo misericórdia e perdão, vejo cuidado e emancipação.
Acredito e vejo que o Espírito tem soprado aqui e ali e que este sopro ultrapassa a comunidade eclesiástica e promove caos-ordem nas esquinas e praças da cidade e ou em outros territórios onde há humanos. Diante disso, acredito que é chegado um momento de amadurecimento da fé como aponta o apóstolo Paulo: “Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino” (1 Cor13:11 ). Ou seja, assumirmos nossa responsabilidade como humanos e, independente da maneira que se vive a fé (neste ou naquele grupo), penso que necessitamos de outras práticas que ultrapassem a nossa imagem no espelho.
Assim, para os que crêem, é chegado o Reino de Deus onde tod@s devem arrepender-se. De quê? Bem, poderia sinalizar alguns pontos como: arrepender-se de uma religiosidade mesquinha que não traduz e ou revela o que Cristo nos propõe a ser; arrepender-se da arrogância; do preconceito; da ganância; da incredulidade (se não em Deus, em nós mesmos e nos outros); da omissão diante de tanta injustiça...Onde está nossa dimensão profética?
Desta maneira, os desafios de um novo tempo estão exigindo de nós possíveis respostas. Mas, o que falamos? As vezes tenho a impressão que falamos, falamos, e não dizemos nada. Ou seja, não acompanhamos as transformações sociais e queremos ser igreja como os nossos ancestrais. Bem, neste jogo sempre devemos nos perguntar, o que permanece? O que deve se modificar? Por quê? Ora, penso que é necessário e saudável rever algumas questões, não? Minhas inquietações, decepções e encantos são muitos. Mas, continuo em Tuas mãos, continuo sendo Teu, continuo crendo em Ti...Só sei que Teu rosto e Tua voz são cada vez menos institucionais-burocrático e, cada vez mais simples e cheios de levesa (como pássaro em minha janela a cantar).
Abraço sócio-teológico
Cláudio Márcio