quinta-feira, 13 de junho de 2013

QUE EU POSSA VER...


Ao abrir os olhos mais uma manhã, um mundo de possibilidades aparece diante de mim, mas, vez por outra, não vejo de forma satisfatória para continuar caminhando (motivado-encantado) na jornada. Assim, vejo o que já sei e, não me permito ampliar o olhar experimentando a beleza da vida, da novidade. Sim, a vida também é bela. Isso não significa ser alienado diante de relações sociais hierárquicas e desiguais que oprimem tantos humanos em solo brasileiro. Contudo, seja na religião, no partido político, na ONG, na ciência, na natureza... Há possibilidade de encantar-se e reinventar-se criativamente e criticamente em favor da vida e do bem comum.
            Deste modo, onde e com que olhos eu vejo o mundo? É possível está olhando e não ver? Tenho a impressão que o nosso olhar está acostumado e que perdemos a curiosidade de saber, de conhecer. Nem queremos óculos novos, nem colírio... Será que precisaríamos perder a visão para enxergarmos melhor? Lembro ao escrever este pequeno texto do irmão Antista (em memória) da IPU em Muritiba, acredito que, mesmo deficiente visual, enxergava melhor do que muita gente. Sempre sorrindo, brincando e abençoando crianças menos favorecidas de nossa comunidade. O nosso irmão Antista como era conhecido, via sem poder ver.
            Ora, o discurso religioso pressupõe uma missão, uma visão, porém, o que salta aos olhos é uma prática hegemônica e excludente de grupos que se "apoderam" de representações do sagrado e, por isso mesmo, pensam que são donos de Deus.
            Acabo de ler o livro de Derval Dasílio sobre Jaime Wright: o pastor dos torturados. Das muitas impressões e desafios que este livro sinaliza, chamou minha atenção para a relevância de homens e mulheres que em instituições ecumênicas serviram a Deus de forma radical. Isto é, salgando-iluminando vidas que diante de estruturas de morte estavam sendo em nome da ordem, da construção da nação e de Deus, sendo moídas como a cana na máquina de moer, mas, onde estava a doçura neste contexto? Se for possível esta leitura, penso que elas estariam nos laços de companheirismo estabelecidos nos porões da ditadura militar. Sendo assim, homens e mulheres promoviam a justiça e o direito à vida de forma profética impulsionados por fé, por ideologias, por sonhos de uma nação mais igualitária nas relações sociais.
 Cabe apontar que não estou negando o campo religioso enquanto um campo de disputa, pois, seria muita inocência para um estudante de Ciências Sociais. Entretanto, interessa-me problematizar os esquemas e interesses que nos separam e, vez por outra, nos aproximam. Evidente que cada grupo social possui seu ethos, mas, isso nos impede de refazer o olhar em um exercício de alteridade que dignifica o humano. Sim, sei que cada palavra apontada aqui possui significados distintos para saberes específicos. Daí, a defesa de que os grupos religiosos precisam dialogar não só com outros grupos religiosos, mas, com outros saberes.
            De fato, o que vejo hoje é diferente do que um dia meus olhos contemplaram... Por que temos tanto medo de mudar? Penso que podemos-precisamos problematizar o que muda-permanece em nossas relações sociais, pois, não estamos soltos no mundo. Pensando com Norbert Elias, somos indivíduos-sociais. E, mudar os óculos e ou colocar colírio significa necessariamente perceber como estamos presos a essas redes invisíveis onde sofremos e exercemos poder. Ou seja, a religião seria uma rede diante de tantas redes que estão diante de nós...
            Confesso que a rede da religião (que é plural) tem desencantado bastante minha jornada, sobretudo quando percebo esquemas em busca de poder e prestígio em nome de Deus... Porém, tenho colocado meus olhos no sorriso de crianças, na luta de jovens, nos conselhos e mãos firmes das "velhinhas" da comunidade... Nossa EBD “sem” monopólio do discurso pastoral, nossas culturais onde a vida está sendo celebrada, temos "brincado" com Deus com cultos leves e refeições que fortalecem a comunhão... Confesso também que estas atividades e o sopro do Espirito têm me encantado, me enchendo de vida... Assim, desejo servir ao Criador cada vez mais. Não tenho medo de Deus, tenho consciência de um favor que eu não mereço. Logo, a graça do camarada de Nazaré é o bastante para mim.
Aqui, olhando com Deus no buraco da fechadura, com curiosidade de sociólogo em compreender-transformar-celebrar o mundo nosso de cada dia, pois, fé e razão me seguiram todos os dias da mina vida.
Por: Cláudio Márcio

terça-feira, 11 de junho de 2013

BÍBLIA NA MÃO, SAMBA DE RODA E OU REGGAE NO PÉ, CAPOEIRA E CELEBRAÇÃO DO CORPO...

Tenho me preocupado nestes dias com os paradoxos que encontramos na jornada eclesiástica no que diz respeito ao desejo de um crescimento e a linguagem que podemos-devemos utilizar para ser eficaz-profética e coerente. Neste sentido, a meu ver, deve-se preocupar no que e como é dito as coisas no púlpito (símbolo) nosso de cada dia.
Ora, partindo do pressuposto que a Igreja precisa estar no processo de se reformar cotidianamente, que bíblia e cultura têm que dialogar, que uma suposta dimensão mística do discurso não pode se afastar de uma práxis emancipatória dos indivíduos-sociais, ainda pergunto com o Rev. João Dias: que estou fazendo se sou cristão?
Pensando com Paulo Freire, em que a educação transformaria vidas através de uma conscientização e uma tomada de posição no que diz respeito a uma luta em favor da vida e contra os dominadores do saber, isto é, discordando de uma leitura contextual de Bourdieu que pensava a escola como o locus de reprodução da desigualdade social, pode-se então perceber o caráter emancipatório que há na educação, na troca de saberes. E, refletindo sobre a pedagogia de Jesus de Nazaré, é que me proponho, de forma sucinta,  problematizar alguns pontos.
            Para que e ou quem serve a Igreja? Por que insistir em um paradigma excludente e hierarquizado no discurso homogêneo dos púlpitos? Por que o demônio é sempre o outro? Quando nos emanciparemos de um Cristo europeu? Quando valorizaremos nosso chão e ritmos musicais? Quem disse que precisamos ser burros e ou alienados? Quando participaremos da vida política da cidade em prol do bem comum?
            Têm-se tantos modelos de homens e mulheres que celebraram a vida e partiram o pão nosso em cada esquina e ou praça da cidade... Então, se temos tais exemplos de comprometimento com a vida e a dignidade humana... Vamos nos calar? Vamos ser representados por esses (essas) que ocupam a mídia? Definitivamente, NÃO!
            Acredito-defendo uma comunidade acolhedora e dialógica. Acredito que a mão que levanta para adoração deve ser a mesma que estende ao necessitado no caminho. Acredito que a voz que ora deve ser a mesma que denuncia as estruturas de morte e dominação que estão em nossa volta. Sim! Acredito que o locus religioso pode-deve ser diferente, mais leve, com mais poesia, arte e literatura... Outras vozes devem conversar com os líderes e o púlpito precisa ser plural. CHEGA DESSA SOBERANIA PASTORAL!
            Seria a Igreja só um instrumento de inculcação de valores dos mais velhos para os mais jovens como fala Durkheim sobre a educação? Seria apenas o espaço da docilidade do corpo? Da castração do prazer? Da hegemonia? Do ópio? Para mim, não! A religião é e ou pode ser tudo isso, mas, não é só isso! O contrário de todas essas questões também é possível! Mas, penso que também não seria só isso!
            Onde quero enfim chegar? É o que você (leitor) pode perguntar... Eu te respondo honestamente que não sei. Contudo, sigo meu caminho tentando recriar-me em diálogo com o mundo, com a bíblia, com outras vozes que são também necessárias para dar sentido e ou respostas aos indivíduos-sociais. Aqui em Muritiba-Ba, acredito que o samba de roda e o reggae, assim como a capoeira devem ser observados com mais respeito e carinho pelos protestantes históricos que buscam ferramentas criativas para comunicar o Reino de Deus que emancipa e faz bem ao humano.
            O camarada de Nazaré não se limitou ao templo e sinagoga, ao contrário, utilizou uma pedagogia de ensino nos montes e barcos, uma pedagogia que tocava feridos que eram marginalizados por lógicas político-religiosas opressoras, que ouvia mulheres que não faziam parte da agenda política, que comia e bebia com os considerados pecadores... Esse é o meu maior paradigma! Mas, há tantos outros eficazes na jornada, não?
            Evidente que a tomada de posição não é tão simples assim no sentido de ser isso ou aquilo. Entretanto, poderia perguntar: qual o lado que você vive com maior intensidade? O que gera vida ou morte? A quem você serve? Por que e ou quanto?
            Que nossa escolha quase sempre seja a vida, nosso bem maior, não? Outr@s também não precisam ter a garantia deste direito que historicamente foi negado? Acredito que sim!
Por: Cláudio Márcio



segunda-feira, 3 de junho de 2013

UMA SÍNTESE-MEMORIAL...

Durante o mês de maio em nossa comunidade (IPU em Muritiba-Ba), ocorreram atividades bastante significativas onde fomos desafiados ao processo de experimentar e ou redescobrir o sabor da graça do camarada Jesus de Nazaré. Deste modo, num exercício de síntese e simultaneamente construto de memória, é que essa reflexão se propõe.
A presença de Paulo Roberto [1] (amigo-camarada) foi um desafio muito grande, pois, ao refletir sobre a pastoral da juventude (PJ), colocou a participação dos jovens enquanto militantes do Reino de Deus de forma crítica-engajada para construir relações sociais mais igualitárias. Assim, a igreja precisa se refazer criativamente para comunicar o evangelho libertador-acolhedor. Ou seja, precisa dialogar para avançar.
O pastor Thiago Dantas [2] (amigo do seminário), nos fez pensar na família e no cuidado cotidianamente que cada membro deve ter para um bem comum. Daí, podemos-devemos responder o amor de Deus com compromisso, mediante a proposta do Reino de Deus. Isto é, a questão não é (somente) pensar a ação de Deus para com os humanos, mas, como os humanos responderão a bondade do Criador. Que daremos ao Senhor por tanta ternura e abraço acolhedor?
Como se esquecer da cultural na casa de dona Solange[3]? Nossa comunidade e amigos em celebração da vida! Muitas músicas, risos, comida e leveza que nos humanizam mais. MPB, oração, dança e alegria... Vamos marcar outro momento desses, pois, acreditamos que a igreja também precisa ser um espaço de prazer, de encantamento. Daí, lazer e ou entretenimento não estão afastados da espiritualidade.
            No encerramento do mês da família, Ian e Cezinha [4] fizeram um som maravilhoso em nossa EBD (Escola Bíblica Dominical), sentimos Deus curtindo o som e não poderíamos “deixá-Lo” sozinho. Fomos parceiros de Deus e celebramos com muita alegria... Assim, nossa liturgia dialogou com a MPB e, fomos para casa cheios de vida e sorridentes dizendo: que manhã gostosa!
            Evidente, não posso deixar de agradecer a Deus (Pai-Mãe), pelo aniversário de um aninho da pequena Clarice[5], pois, com todos problemas que encontramos no caminho, temos percebido o quanto o amor é capaz de nos encantar e motivar para a vida! Bendito é Teu nome Senhor pela vida de nossa pequenina! Sou grato também por ter feito sete anos de casado. Grato Senhor por essa esposa-parceira que me enche de vida...
            Aqui, arbitrariamente construindo a memória... Outras vozes podem-devem aparecer para dialogar-criticar...
Há braços
Cláudio Márcio





[1] Estudante de Ciências Sociais da UFRB.
[2] Formado em Teologia pelo STBNe.
[3] Presbítera da Ipu-Muritiba.
[4] Estudantes da UFRB. O primeiro de História e o segundo de Ciências Sociais.
[5] Filha de Val e Barreto que nasceu com alguns problemas de saúde. 

sábado, 11 de maio de 2013

MAINHA: MINHA PEQUENA-GIGANTE...

Mesmo sabendo que o amor de mãe é socialmente construído e, que o que chamamos de mãe numa perspectiva relativista-culturalista ocorre de forma múltipla...

Mesmo desnaturalizando o que está diante dos meus olhos através de exercício crítico-racional...

Mesmo percebendo os interesses econômicos que estão por traz do "produto" dia das mães...

Mesmo percebendo a dificuldade em contruir uma face materna do divino em nosso cotidiano...

Ainda assim, rendendo-me a uma estrutura invisível intitulada (MÃE É SAGRADA), que direciona práticas sociais, penso ser relevante apontar de forma suscinta minha admiração-respeito por você.

Desta modo, recordo-me que as mãos que me deram beliscões, foram as mesmas que deram carinho;

A boca que tanto falou-reclamou...me beijou-sorriu;

Teu cheiro...natural-artificial-civilizado...

Os olhos que reprovaram alguns comportamentos...desceram lágrimas, mas, também contemplaram extrordinárias mudanças na minha jornada;

Quantas vezes te vi de joelhos no canto da cama?

Quanta dor já tocou tua existência?

Quantas noites te chamei: MAINHA...vem me cobrir? A resposta era a mesma: esse menino gosta de dengo! E, imediatamente, lançava o lençol sobre mim. Então, dizia: benção minha mãe...Ela respondia: Deus te abençoe!

Lembro de mandar eu estudar (não gostava nem um pouco disso, lembra?)

Lembro de quando quebrei o braço na adolescência (mesmo em desobediência a você), o seu cuidado-proteção...

Lembro de quando fui ordenado ao ministério pastoral...não posso esquecer teu rosto...

Lembro do dia em que casei...nossa entrada foi muito linda!

Lembro de tantas coisas...e, outras esqueci...isso me lembra alguns teóricos.

Porém, meu objetivo aqui, é deixar evidente o quanto sou grato ao Criador, a vida, a você...

Mulher forte, que me revela o mistério da encarnação. Isto é, vejo Deus em você! Um Deus humano, amoroso e acolhedor...Um Deus que aprende a ser Deus no caminho com e dos humanos.

Não! Isso não é heresia! E, se fosse, mesmo assim me amaria, não? O amor de mãe não é sagrado? Te peguei em minha velha? Eu sei, que não gosta que te chame dessa forma. Contudo, minha velhinha, faço isso para expressar o quanto te amo!

Bem, mesmo com o amor de filho em total suspeita e não sagrado, coloco essas palavras pensando em você...E, espero que tenhamos vida longa, pois, quero ver teu rosto ao me formar em Ciências Sociais na UFRB, no partir do pão-nosso cotidianamente e ouvir tua voz dizendo: vou comer só este pedacinho...

Há braços,
(seu) Cláudinho.


 

 

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Para mim, chega!


Aqui mais uma vez diante da tela-tecla me vejo no espelho das palavras que de maneira alguma são soltas e ou sem sentido. Através delas, desejo como aponta Rubem Alves que outr@s vejam com meus olhos. Seria eu um arrogante-etnocêntrico? É possível que sim! Porém, não é só isso!
Aqui, o desejo (talvez) de possibilitar aos outr@s do caminho, outro jeito de ver-pensar o mundo. Quem me garante que as pessoas queiram isso e ou que isso é necessário? Absolutamente ninguém! Entretanto, pensando com o sociólogo Norbert Elias, somos indivíduos-sociais. E, de algum modo, estabelecemos relações de interdependência que são ao mesmo tempo complementares-conflituosas. Daí, nessas redes invisíveis e elásticas que sofremos e exercemos poder, é que entendo-acredito que essas palavras que passam por um construto de reflexão possibilitará encontro-desencontro dos leitores-ouvintes.
Neste sentido, ainda me encontro no locus de crença que os espaços religiosos podem-precisam ser mais “leves” e cheios de vida. A questão não é fazer do espaço físico-geográfico encantado, mas, entender que os indivíduos que compõem esses espaços é que são encantados. Isto é, a vida em fé-festa celebrada e acolhida como sinal do sagrado em nosso meio.
Há um incômodo tão grande em perceber (sobretudo nós cristãos em sua maioria) como somos arrogantes e não sabemos e queremos estabelecer diálogo com outras possibilidades de espiritualidade. E, quando conseguimos fazer isso, quase sempre é com um intuito de evangelizar, de ensinar ao outro a espiritualidade “correta”.
Confesso isso me traz nojo! Sei que a religião é também o espaço de poder-disputa, mas, é só isso? Será que nós cristãos não temos nada a apreender com outros grupos? Por que incomoda-nos tanto o ponto de vista do outro, se queremos impor o nosso a todo tempo? Lembremos de Paulo Freire, vamos trocar saberes reciprocamente.
A experiência religiosa tem machucado tantas vidas. Muito peso nas costas que na maioria das vezes não tem nada a ver com a proposta de Jesus de Nazaré. Para mim, um problema sério é que os que possuem uma prática distinta, acolhedora e emancipadora de cunho religioso estão “quase” em silêncio. Enquanto isso, os que não nos representam, ocupa os meios de comunicação e falam em nosso nome. Até quando?
Sabemos o mundo cristão é plural, mas, são tod@s que sabem disso? Temos no processo histórico brasileiro homens e mulheres que se colocaram como militantes do reino de Deus e por isso lutaram pelo direito à vida de grupos oprimidos e, ultrapassaram os muros dos templos tornando-se símbolo de luta pela justiça e dignidade humana.
Meu desejo aqui é que as experiências que ocorrem em nosso chão através de uma prática religiosa emancipatória possa ser vista-ouvida em contrapartida a esses que não nos representam. Sei que muitas práticas de pluralidade e celebração da vida estão ocorrendo constantemente (não quero ser injusto), o que aponto é que precisamos nos fortalecer (também) como voz política-profética.
Aqui, o desejo profundo de que nossos templos olhem para cada esquina e ou praça da cidade e, que haja leveza, acolhimento e encorajamento para conquista de direitos que historicamente foram (são) negados aos nossos irmãos e irmãs estigmatizados por um discurso-prática impiedoso-imperialista e demonizador.
Para mim, chega! Por uma prática ecumênica dialogal-polifônica e emancipadora, já!
Há braços
Cláudio Márcio

terça-feira, 9 de abril de 2013

TOCA RAUL-PREFIRO SER...

Sempre em busca de mim mesmo...
Onde fiquei?
Não sou mais quem fui...
Assim, por que me procuro?
Assumir novas perspectivas é um desafio, não?
Há estruturas que insistem em amarrar meus pés...
Lembro-me que sou sujeito histórico...posso-devo mudar.
E, o que agora sou, está em processo!
Em pé;
Com fé;
Quem serei?
Bem, para mim, importa ser-fluxo!

Forte Abraço
Cláudio Márcio

quinta-feira, 28 de março de 2013

ENTRE LUGAR E LUGAR ALGUM...

As crises que provocam um novo ser têm me acompanhado na jornada.
O que fazer?
Como superar?
Serão um dia superadas?
São para ser?
Não sei!
Sei que elas (também) incomodam...

Agência humana e estrutura social...
Lados da mesma moeda, não?
Penso que sim!
Contudo, não posso parar de caminhar;
Para onde?
Para tantos lugares;
Para lugar algum;
Mas, não fico parado...
A vida, o que é?
Para quem?
Movimento-parado no próximo passo que foi (será) dado no caminho.
Fraternalmente,
Cláudio Márcio

segunda-feira, 4 de março de 2013

FRAGMENTOS EXISTENCIAIS...

Em busca de mim mesmo a cada manhã;
Onde fiquei?
Onde estou?
Sou o outro?
Eu?
Honestamente não sei!
Sou Teu Senhor!
***

Que nas praças não faltem crianças e velhos...
Que os gritos sejam de celebração-alegria;
Que em toda cidade se ouça: a vida é maior que a morte...a justiça e a paz se beijaram!
Assim, os namorados voltarão às praças...
Pois, a lua deseja sorrir.
***

Tua presença é o que me basta!
Teu filho (meu camarada), não me abandona.
Desafios;
Alegrias;
Lutas...
Exercício de fé no templo-rua;
Livro na mão e não necessariamente respostas...
Vou seguindo meu-Teu caminho;
Vou tentando partir o pão que é nosso.
Amém!
***
Há braços
Cláudio Márcio

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Reunião do Presbitério do Salvador... avaliar para avançar!

“Acorde, levante, lute” (Edson Gomes/cantor de reggae do Recôncavo baiano)
Sexta à tarde (04/01/13) na IPU em Gov. Mangabeira, a SUPRE se reuniu para ouvir o que cada comunidade estava desenvolvendo de forma criativa e participativa em seus contextos específicos, com o intuito de troca de experiências e desafio mútuo em cada abordagem. Neste sentido, parabéns a direção da SUPRE do PSVD e às locais. Vocês são uma bênção no ministério de cada Igreja.
Durante a noite, uma liturgia com a participação de muitos pastores da IPU e também de Nelson Kilpp (teólogo-luterano). A reflexão foi feita pela Reverenda Sônia Mota... Fomos desafiados a sermos servos prontos para a missão. Após o culto, a Assembléia Ordinária do PSVD foi instalada e, as comissões foram estabelecidas para analisar os documentos específicos, a fim de que a resolução ocorresse de maneira adequada.
Já no sábado (05/01/12) pela manhã, a liturgia ficou na responsabilidade da IPU de Itapagipe (criativa e encantadora) e a reflexão (sermão de prova) foi feita por Percílio Bispo da Silva. Fomos desafiados a experimentar a graça de Jesus de Nazaré e clamar (lutar) para recebermos a vitória. Uma comissão específica o avaliou e a comunidade também teve a oportunidade de tirar dúvidas com o candidato ao ministério. Ainda pela manhã e à tarde, as comissões trabalhavam e durante a noite, uma social (lazer; brincadeiras; músicas; poesias; declarações de amor...).
No domingo pela manhã (06/01/13), a liturgia (devocional) ficou na responsabilidade da IPU em Muritiba, onde foi enfatizada a relevância das três virtudes teologais. A saber: fé, esperança e amor... Após contrição; confissão; adoração; houve a celebração do amor (onde cantamos a música Monte Castelo-Legião Urbana).  Daí ocorreu o retorno às atividades das comissões... Passando este momento, um culto de ordenação ao ministério pastoral do irmão Percílio, reflexão do Rev. João Dias (o pastor deve ser a voz), houve também a celebração da eucaristia e fomos desafiados ao serviço (revolucionário) do Reino de Deus. Isto é, nos deparamos e cantamos a pergunta nossa de cada dia: o que estou fazendo se sou cristão?
É importante salientar que a comunidade da IPU de Mangabeira acolheu a reunião do PSVD de forma aconchegante (refeições, casas dos irmãos...) através do Rev. Dagoberto Pereira (moderador do PSVD) e pastor desta comunidade, obrigado. Citar nomes é sempre complicado, e, por isso mesmo, a tod@s que de uma maneira ou de outra participaram desta jornada, que o Deus de vida e justiça caminhe o teu caminho. E, lembrando de forma fragmentada a canção de Edson Gomes quando diz: “vamos amigo lute, senão agente acaba perdendo o que já conquistou”.
                                                   Fraternalmente,                          
Cláudio Márcio[1]



[1]  Este pequeno texto é apenas um olhar, uma voz.

O meu louvor...

Ao Deus que me oferece colo, o meu louvor;
Ao Deus que me acolhe em seus braços, o meu louvor;
Ao Deus que no olhar transmite ternura, o meu louvor;
Ao Deus que é capaz de dialogar (com voz suave), o meu louvor;
Ao Deus que caminha no meu caminho, o meu louvor;
Ao Deus que sabe sorrir, o meu louvor;
Ao Deus que sabe brincar, o meu louvor;
Ao Deus que chora ao meu alado, o meu louvor;
Ao Deus que sentado à mesa me diz: passa a farinha meu camarada, o meu louvor;
Ao Deus que no ouvir Luiz Gonzaga e ou o reggae do Recôncavo e começa a dançar, o meu louvor;
Ao Deus que ao ouvir o som do berimbau bate palmas, o meu louvor;
A este Deus (brasileiro-nordestino), o meu louvor.
Há braços
Cláudio Márcio