Por:
Cláudio Márcio R. da Silva
Sua
luz brilhou iluminando toda minha escuridão
Ri
ao ouvir o coral dos pássaros matinais
Vejo
borboletas que bailam no ar e anunciam uma revolução de beleza
Crianças empinando pipas com os pés no chão e os olhos no céu
Em
que gasta as suas forças?
Que
tipo de riqueza procuras?
Qual
razão em fazer o que se faz?
Já pensou em (re)criar-se?
Na
mesa da comunhão a inveja não será a sobremesa
No
copo cheio de felicidade podemos nos embriagar de lucidez
Na
hora da partilha é necessário que se promova equidade
A voz
que clama no deserto encontra um manancial na sua interioridade
Até
quando o medo travará seus pés?
Do
que vale uma ponte se não faz a travessia?
Se
há uma marreta em sua mão deixará prevalecer o muro da divisão?
Uma praga
que atinge a lavoura impedirá definitivamente a semeadura vindoura?
Creio
na rebeldia da ressurreição - sou missionário da esperança
Creio
na espiritualidade diaconal – compreendo que o pão é nosso
Creio
na caminhada ecumênica – devemos ser um em diversidade
Creio
na afetividade reconciliadora – o perdão é um milagre que não depende de Deus



