Por: Cláudio Márcio Rebouças da Silva
Olá, irmãos e irmãs. Espero que estejam bem! Faz tempo que não escrevo para vocês, não é mesmo? De todo modo, estou de volta e espero, honestamente, conseguir manter um compromisso semanal com vocês. Muitas situações foram vivenciadas e, confesso, fica difícil escolher por onde seguir na escrita. Todavia, suspeito que a beleza e a potência das crianças não devem ser negligenciadas.
Rememoro outubro de 2025, quando comemoramos o Dia das Crianças em nossa comunidade de fé, a Igreja Presbiteriana Unida de Muritiba (IPU), com muita brincadeira no templo. Isso mesmo: no brincar, experimentamos uma espiritualidade profunda. Entre jogos, risos, gritos e provocações, o templo se tornou lugar de encanto, e Deus “brincou” conosco com muita alegria.
Penso que a comunidade de fé pode e precisa ser um lugar de vida. Também acredito que é importante sermos sensíveis para escutar as muitas vozes que as crianças expressam de maneiras diversas. Confesso que o riso espontâneo daquelas crianças me revelava a presença de Deus. Ali, ao perceber majoritariamente corpos negros humanizados, pude ouvir a voz do Sagrado me convidando a cuidar e a ser cuidado.
A voz divina sinalizava que o projeto da dignidade e da justiça não deve se afastar do nosso caminho. Lembrei imediatamente que o caminho da espiritualidade também precisa ser o caminho do serviço: Amar ao próximo em sua inteireza. Amar ao próximo em sua diferença. Amar ao próximo de forma tão real e intensa que sejamos capazes de ver seu rosto em alteridade permanente. Essa é uma espiritualidade encarnada. Concreta. Viva.
Trago essa reflexão como exercício de escuta empática e ativa — ferramenta imprescindível para a vivência da fé. Nossa comemoração do Dia das Crianças foi bonita e saborosa. Não me refiro apenas a brinquedos e lanches. Essa dimensão exige, sim, planejamento e doação coletiva, evidentemente. Porém, destaco algo ainda mais profundo: a capacidade da comunidade de fé de se reinventar. Na verdade, penso que, com essas ações, a comunidade se reencanta.
O riso das crianças, somando-se ao riso de adultos e idosos, na minha imaginação teológica, provocou um riso no rosto de Deus — um sorriso no canto da boca — e um sussurro dizendo: Essa IPU de Muritiba é uma bênção! Ela sabe brincar!
Meu amigo e irmão na Fé, Pastor Cláudio, que Deus continue derramando encanto e inspiração sobre suas palavras e ações... Estamos juntos nessa batalha! Um abraço.
ResponderExcluirFiquei com um sorriso no canto da boca.Achei muito linda essa colocação. Penso muito em um Deus assim.Não tenho criatividade, mas estou disponível para apoiar qualquer projeto para crianças
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