segunda-feira, 24 de fevereiro de 2020

Jesus e o samba da Mangueira...

Sobre Jesus e o samba da Mangueira
Por Augusto Amorim Jr.

Escrevo este texto por amor ao Evangelho e ao Samba. Evangelho enquanto centro da minha fé, existência e visão de mundo. Samba enquanto símbolo e presença de minhas raízes existenciais, culturais e históricas. Escrevo também enquanto participação nos diálogos dentro e fora das Igrejas a respeito do Samba da Estação Primeira de Mangueira deste ano, intitulado A Verdade vos fará livre.

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020

O que incomoda tanto no samba-enredo da Mangueira?



Por: Alexandre de Jesus dos Prazeres[1]

Por estes dias, recebi de um grupo de religiosos, recolhendo assinaturas, uma petição contrária ao samba-enredo da Mangueira que será entoado no sambódromo neste ano. O desconforto estaria sendo causado por trechos do samba como o seguinte: "Eu sou da Estação Primeira de Nazaré / Rosto negro, sangue índio, corpo de mulher / Moleque pelintra no buraco quente / Meu nome é Jesus da gente". O samba-enredo apresenta Jesus falando em primeira pessoa e se identificando com oprimidos e marginalizados pela sociedade: o negro, o índio, a mulher, o moleque pelintra, enfim os invisibilizados, os que sofrem.
Talvez nisto esteja uma das causas de incômodo, Jesus se identificando com quem não é benquisto nos ambientes nos quais, no geral, ricos são bajulados e pobres menosprezados. E ambientes religiosos não são isentos deste comportamento, principalmente onde é pregado que são abençoados por Deus os que possuem poder de consumo. Pois estas igrejas apresentam Deus como um deus de consumidores, que dizimam e frequentam cultos para obterem dez vezes mais condições para consumir. Quem não tem teto, roupas de grifes, carros, enfim prosperidade, não é abençoado por Deus. Como poderiam cogitar que Jesus estivesse na pele desta gente?

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020

VAI BRINCAR...


Por: Cláudio Márcio R. da Silva[1]

“Os educadores, antes de serem especialistas em ferramentas do saber, deveriam serem especialistas em amor: intérpretes de sonhos” (Rubem Alves)

Um dia desses, na Escola Bíblica Dominical ( EBD), da Igreja Presbiteriana Unida (IPU) de Muritiba (cidade serrana do Recôncavo da Bahia), na turma das crianças aconteceu algo extraordinário, isto é, ao serem questionadas sobre a dimensão da fé e da oração, se já tinham uma experiência e uma resposta de suas preces, uma criança disse: " Eu tenho! Meu sonho era ter um carro de controle remoto.  Pedi a Deus e, no Natal aqui da igreja, imagina: ganhei esse presente!  Deus escutou minha oração não foi pró?".

domingo, 9 de fevereiro de 2020

Fé, subversão e esperança: João Dias, presente!


Por: Cláudio Márcio R. da Silva[1]

“Houve um homem enviado de Deus, cujo nome era João”. (João 1.6)

“Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos”. (Mt 5:6)

Hoje (09-02-2020) faz 6 anos do falecimento do Rev. João Dias de Araújo. Confesso: ele faz muita falta! Como sua voz seria importante diante deste contexto fundamentalista e manipulador em que líderes religiosos-políticos em nome da família, dos bons costumes, da tradição, da religião, da bíblia, da fé e de Deus, constroem espaços de poder para oprimir e silenciar majoritariamente o “povo” brasileiro! São mercenários da fé e exploradores políticos, hipócritas! Pensam que fugirão da ira vindoura? Saibam que (assim como João Dias) “aos poderosos eu vou pregar, aos homens ricos vou proclamar que a injustiça é contra Deus e a vil miséria insulta os céus”.

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2020

O tempo novo já chegou!



Por: Cláudio Márcio R. da Silva


Assim brilhe a luz de vocês diante dos homens, para que vejam as suas boas obras e glorifiquem ao Pai de vocês, que está nos céus". (Mateus 5:16)

               Ao ser iluminado pela luz do Senhor encontramos razão para viver e seguimos em luta, riso e esperança, pois, a compreensão que Ele nos amou primeiro, isto é, veio ao nosso encontro, nos abraçou e ofereceu um “novo óculos”, uma nova perspectiva na jornada, ou seja, mudou nossa vida.
               Desta maneira, como responder a esse imenso e real amor por nós? Como ficar calado ou omisso diante da graça de Jesus de Nazaré que nos libertou? Uma sugestão brota da antiga canção: “vamos nós trabalhar somos servos de Deus”, isso mesmo, colocar nossa existência e dons ao serviço do Senhor.

quinta-feira, 23 de janeiro de 2020

OLHANDO A VIDA PELO BURACO DA FECHADURA...


Por: Cláudio Márcio e Jussiana Silva

Sendo amigo do bem posso conhecer a justiça
Movido por fé subo mais um degrau
Avivamento da memória da libertação
Sonho
Luto
Resisto
Recrio

A esperança é semente da revolução
Esperançar é partilhar o pão
Porque esperamos, agimos
É preciso lembrar da chave em nossas mãos
A porta que não se abrir será derrubada
Os chaveiros?
Eles me contaram esse segredo

segunda-feira, 20 de janeiro de 2020

Um Deus que...



Por: Cláudio Márcio e Jussiana Silva


Um Deus que sujou os pés de barro
Que se banhou no rio
Foi para festas e bebeu vinho
Andou no lombo do jumento
Caminhou pela periferia

Um Deus que se fez criança
Chorou-sorriu
Quebrou regras para defender a vida
Ensinou com ações
Curou doentes ao beijar suas faces
Fez a revolução da afetividade

sexta-feira, 10 de janeiro de 2020

CAMINHO SE CONHECE ANDANDO...



Por: Cláudio Márcio[1]

Saber da nossa origem e para onde vamos é uma tarefa muito difícil. As narrativas bíblicas levam isso muito a sério, pois, quando se fala do Deus dos patriarcas, podemos e devemos questionar o lugar da mulher neste processo, mas, também podemos fazer a leitura bíblica sobre a relevância da ancestralidade, ou seja, rememorar uma percepção de Deus que se revela na história.
Desta maneira, saber de onde viemos nos faz pensar os passos com mais cautela. Conforme Gonzaguinha “ a vida é um sopro do Criador numa atitude repleta de amor”, assim, para a fé cristã reformada e ecumênica, a vida é dádiva de Deus. Viemos dEle que é fonte de luz e brilha em nossa jornada.  A canção do Taizé diz: “ Ó luz do Senhor que vem sobre a terra inunda meu ser permanece em nós”.

quarta-feira, 8 de janeiro de 2020

TODO JARDIM COMEÇA COM UM SONHO...


Por: Cláudio Márcio R. da Silva[1]

“Aqueles que semeiam com lágrimas, com cantos de alegria colherão. Aquele que sai chorando enquanto lança a semente, voltará com cantos de alegria, trazendo os seus feixes.” (Salmos 126:5-6)
Por vezes somos tentados a desistir e ou desanimar na jornada por motivos múltiplos, todavia, a crença numa voz misteriosa, encantadora e irresistível nos faz recriar a existência, reorganizar “a cabeça” e seguir a marcha. Desta maneira, a fé cristã reformada e ecumênica nos faz acreditar que essa voz é de Deus, assim, acreditamos que em meio a todo caos, Ele nos chama a semear esperança e justiça, “porque, assim como a terra faz brotar a planta e o jardim faz germinar a semente, assim o Soberano, o Senhor, fará nascer a justiça e o louvor diante de todas as nações.” (Isaías 61:11)

domingo, 8 de dezembro de 2019

CREIO NO DEUS DE JOÃO, O IMERSO.


Por: Rev. Cláudio da Chaga Soares

Creio no Deus de João, o Imerso, que grita em nossos ouvidos como um trovão no deserto e que nos encoraja a preparar a nossa casa para a Sua vinda, dizendo: “Tornem o caminho plano e reto! Toda estrada esburacada seja consertada, todo obstáculo eliminado, os desvios alinhados e todas as estradas de terra sejam pavimentadas para que todos vejam o desfile da salvação de Deus.