UMA MEMÓRIA EM GRATIDÃO

Postado por Cláudio Márcio | | Posted On quarta-feira, 5 de março de 2014 at 19:13


Por: Cláudio Márcio[1]

 

Trago na memória algumas marcas que João Dias e Ithamar Bueno deixaram em minha vida. Sim! Não quero sinalizar neste texto a relevância deste casal para o protestantismo brasileiro, nem sua participação em prol da ampliação de diálogos ecumênicos e, ainda, a luta pelos direitos da terra e de justiça social. Penso que essas questões foram bem apontadas por muitos (as) que os cercavam.

Gostaria apenas, de expressar minha gratidão ao humano que encontrei no caminho... Sim! Eu e Jussi participamos um pouco na vida desse casal e, confesso: saudade de almoçar juntos, beber café e ou vinho, trazê-los para IPU em Muritiba-Ba, debater durante a viagem e, escutar suas respostas-aulas às minhas inquietações. Confesso: saudade daquela biblioteca em sua residência que, algumas vezes, visitei...

Lembro quando falei de minha aprovação em Ciências Sociais na UFRB, lembro quando contei para ele que tinha sido aprovado no mestrado (também) na UFRB... Seu rosto (por vezes sério) sorria a parabenizar-me.

Lembro de Ithamar sorrindo e dizendo o quanto ela e João gostavam de mim e Jussi. Bem, escrever esse texto não é fácil... o "coração ainda dói" e, quando vou em Feira de Santana, não tem como não lembrar deles.

De qualquer maneira, encontrei neste casal um acolhimento tão honesto, tão humano que provocou novos sentidos na vida. Estou na IPU e, acredito ser sopro do Espírito através (principalmente) deste casal. Por tudo isso, sou grato! Fui honesto com João Dias em muitas inquietações que tiravam meu sono. Percebo hoje que muitas eram dele também, outras, só diziam respeito a mim.

Ora, tive a oportunidade de conhecer o símbolo-mito João Dias, mas, junto a isso, o humano... pena João e Ithamar que não levarei mas vocês para comprar um sapato-sandália para esses pés que andaram por tantos chãos...

Contudo, tenho certeza que meus passos movidos por tuas e minhas inquietações, tocam o chão em diálogo com o povo, com as baianidades e brasilidades... Muito obrigado João Dias, pois, vejo o Cristo (também) no meio da feira, nos sindicatos, nas praças e esquinas, nas rodas de capoeira... no samba de roda e no reggae do Recôncavo baiano.

 



[1] Reverendo da IPU em Muritiba-BA.

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