Postado por Cláudio Márcio | | Posted On domingo, 1 de maio de 2011 at 03:02






Um olhar...







“Não haverá borboletas se a vida não passar por longas e silenciosas metamorfoses.” (Rubem Alves)







Que maravilhoso é perceber o que está acontecendo na vida do meu irmão e amigo Paulo Nascimento... Este momento de transição que novamente você (e sua esposa Patrícia) passa, a meu ver, precisa ser pensado também nesta perspectiva: o que permanece? O que se renova? Por quê?


Evidentemente que a vida, as relações sociais, as escolhas que fazemos são muito mais complexas do que dizer: vou para este ou aquele espaço por este motivo (como se fosse único). Pois, como separar o político, do econômico, do biológico, do social, do religioso... São teias em que o humano participa (Weber). Ou seja, quantas questões estão envolvidas nesta escolha.


Dessa maneira, não se trata só de uma mudança geográfica da periferia para o centro. Mas, de elementos que entram em conflitos entre o eu social e o eu subjetivo. Isto é, quando estas dimensões dialogam e complementam-se, há o amadurecimento, há metamorfoses, há ressiginicação, há um novo olhar para si mesmo e para o outro.


Assim, é notório que onde vocês (Paulo e Patrícia) passaram marcas foram deixadas na vida de muitas pessoas... Mas, que marcas? Vocês devem se perguntar! Boas ou ruins? Eu diria as duas. Pois, com certeza, em muitos momentos, o agir humano de vocês abençoou indivíduos. E, por outro lado, no exercício da santidade, alguém tenha se ferido! Paradoxo? Contraditório? Esse é aspecto mais interessante do ser humano. As dicotomias desaparecem e no diverso a unidade se encontra!


Entretanto casal, como não se lembrar dos guerreiros da madrugada, do STBNe, dos cultos de jovens, do louvorzão “a Bahia o ano inteiro é do Senhor Jesus”, congressos, de Acupe, de Barra do Rocha e Forene...Uma trajetória muito bonita que não acabou, mas que está se fazendo e refazendo a cada manhã, a cada passo.


Este momento, mais um passo (Igreja Batista do Pinheiro- Maceió), sem dúvida alguma, mais encantamentos, desafios, emoções, decepções, inquietações... tudo de novo? Tudo novo! Novo? Novo! Leonardo Boff fala deste humano que está sempre aberto, sempre inacabado... Assim, pelo que conheço este casal, estão neste momento de transição alegres e tristes, um pouco confiantes e inseguros... Quem não ficaria?


Desta forma, gostaria de mostrar (publicamente) a admiração que tenho por vocês. Sobretudo a Paulo Nascimento e seus múltiplos papéis sociais (músico, cantor, compositor, pintor... tinha momentos que dava até “raiva”, faz tudo!). Assim, sou grato ao Criador por de uma forma ou de outra fazer parte de sua vida.


Acredito que onde você desejar ir, você chegará. Grato pela amizade, pelo respeito, pelo carinho, pelas orações, pelos momentos de partilha de sonhos, pão e heresias... Logo, penso que vocês podem dizer como Almir Sater: “Ando devagar, porque já tive pressa. E levo esse sorriso, porque já chorei demais”.




Abraço sócio-teológico Rev. Cláudio Márcio

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