quarta-feira, 25 de abril de 2018

ITINERÁRIO DA ESPIRITUALIDADE...


Por: Cláudio Márcio[1]


Deus, Tu és (também) brasileiro e andas do nosso lado.
Suspeito meu Senhor que nossas liturgias reformadas precisam de pandeiro e percussão.
Nosso corpo é culto e pode ser experiência dançante.
Ah, Deus das cirandas e da alegria.
Ensina-nos não apenas a incluir instrumentos e ritmos musicais distintos nas brasilidades.
É tempo de produzir teologias e poesias a partir de nosso chão Latino Americano.
Que a música cristã ecumênica e brasileira seja redescoberta em nossas comunidades.
Que o desafio da coletividade das experiências cristãs progressistas supere a dimensão do individualismo gospel.
Ao Deus dançante e com riso nos lábios, torno-me folião.
(Prece feita em 24-04-18)


[1]  Reverendo da IPU de Muritiba (cidade serrana do Recôncavo da Bahia).

terça-feira, 24 de abril de 2018

ITINERÁRIO DA ESPIRITUALIDADE...


Por: Cláudio Márcio[1]
Deus da vida e alegria,
Como é bom celebrar em Tua presença.
Hoje, rendo graças ao Senhor pela experiência linda do CEBI-BA.
Sim, Bíblia na mão e pés no chão.
A vida é texto sagrado!
Pedimos-te, Pai-Mãe:
Fortalece o movimento ecumênico na América Latina.
Que saibamos combinar fé e transformação social.
Que a prática da justiça seja feita com extrema compaixão e ternura no olhar.
Por Jesus de Nazaré nosso camarada do caminho, amém!
(Prece feita em 23-04-18)


[1]  Reverendo da IPU de Muritiba ( cidade serrana do Recôncavo da Bahia).

segunda-feira, 23 de abril de 2018

ITINERÁRIO DA ESPIRITUALIDADE...


Por: Cláudio Márcio[1]


Amigo-Senhor,
Estes dias vi um pai indo sepultar sua filha que “nasceu morta”.
Ah, quanta dor em seu olhar. O que dizer essa hora?
Fiz silêncio e ofereci um abraço.
Quero interceder por aquela família, Pai-Mãe.
Morte-vida são faces de uma mesma moeda.
Ritos de passagem, processos históricos, sentidos atribuídos culturalmente...
Como cristão protestante peço-te: ajuda-nos neste instante!
Que nossas lágrimas reguem a interioridade e despertem as sementes da ressurreição.
(Prece feita em 20-04-18)



[1]  Reverendo da IPU de Muritiba-BA.

sexta-feira, 20 de abril de 2018

ITINERÁRIO DA ESPIRITUALIDADE...


Por: Cláudio Márcio[1]
                                                  
Teu é o poder e a glória para sempre.
Tua fidelidade e misericórdia me convidam a experimentar uma nova vida junto ao sol que acorda.
Pai-Mãe, a nação precisa de Ti. Penso que não há “inocentes” na política, todavia, diante da complexidade caótica que nos encontramos pedimos Tua ordem. O renovo!
O triunfo da justiça e dos teus pequeninos espelhados pelo território brasileiro.
Que teu povo que ora e faz jejuns se coloque de pé em defesa da vida em suas diversas expressões.
Que os homens e mulheres de bem rompam o silêncio como a flor que brota no asfalto.
Por uma mística revolucionária, amém!
(Prece feita em 04-04-18)



[1]  Reverendo da IPU de Muritiba-BA.

quarta-feira, 18 de abril de 2018

ITINERÁRIO DA ESPIRITUALIDADE...


Por: Cláudio Márcio[1]

Ao camarada que me provoca a amar.
Que me chama ao serviço.
Que me toma pela mão e diz: vamos!
Aquele que manifestou misericórdia e acolhimento na estrada, meu olhar de esperança.
Sou Teu, Senhor.  Ensina-me a ser corajoso e criativo.
O que minha fé produz a favor da justiça?
Tenha piedade, Senhor.
Que Teu Espírito renove minhas utopias hoje.
(Prece feita em 03-04-18)



[1]  Reverendo da IPU de Muritiba-BA.

terça-feira, 17 de abril de 2018

ITINERÁRIO DA ESPIRITUALIDADE...


Por: Cláudio Márcio[1]
Pai-Mãe, que este dia seja vivido em Tua presença.
Tu És e me ajudas a ser.
Ao som e junto dos pássaros digo: Tu És maravilhoso!
Meu canto é teu.
Quero sempre ouvir Teus contos no meu canto.
Vivo em mística e busco recriação social.
Ajuda-me a realizar teu projeto.
Desculpa pelos erros, quero ser teu amigo sempre.
Cuida dos meus familiares e amigos.
Amo o Senhor!
(Prece feita em 03-04-18)



[1]  Reverendo da IPU de Muritiba-BA.

quinta-feira, 29 de março de 2018

UMA NOVA IGREJA PARA UM NOVO TEMPO...


Por: Percilio Bispo[1]

Com esse desafio, trazido pelo reverendo Cláudio Rebouças, também, Moderador do PSVD, celebramos no dia 25/03/2018, 53 anos de serviços e louvor ao Deus da glória, o nosso Deus, na IPU de Itapagipe, Largo de Roma. Foi um culto de ações de graça com a participação do nosso belíssimo coral; das irmãs Luly e Emily da nossa irmã IPU de Muritiba; da presença da irmã Jussiana lendo com voz profética o pronunciamento do Conselho Coordenador da IPU sobre os assassinatos da vereadora do Rio de Janeiro Marielle Franco e seu motorista Anderson Gomes; da nossa querida reverenda Makiko e seu belíssimo violino; das presenças dos pastores reverendo Enoc, reverendo Dagoberto, reverendo Cássio, reverenda Makiko e do reverendo Cláudio Rebouças. Esse que, com uma mensagem desafiadora, foi usado por Deus para trazer a Sua vontade para a nossa Igreja e todas e todos que estavam presentes.
 Celebração abençoada por Deus que segurou a chuva depois de dias anteriores chuvosos. Foi um encontro lindo, com a presença de irmãs e irmãos de outras Comunidades da IPU e de outras igrejas. Amigas e amigos da IPU de Itapagipe, que um dia passaram por nossa Comunidade e conosco louvamos e aprendemos do Deus da Glória. Com um belo banquete espiritual e material celebramos mais um ano de louvor e serviços a Deus, que tem sustentado, cuidado, alimentado e orientado a nossa Comunidade de Fé.
Agradecemos a todas e todos que direta ou indiretamente participaram da nossa celebração. Oramos ao Deus vivo, Jesus, pelas vossas vidas, pedindo que cubra todas e todos com ricas bênçãos de paz, harmonia e amor, para de mãos dadas nos colocarmos com DISPONIBILIDADE na vontade do Senhor, para proclamarmos a Sua salvação ao mundo. Louvado seja Deus sempre!


[1]  Reverendo da IPU de Itapagipe-BA e Secretário Geral do Presbitério do Salvador.

segunda-feira, 12 de março de 2018

MÍSTICA E RECRIAÇÃO...


Por: Cláudio Márcio[1]

Nestes dias acabei de fazer a leitura da biografia do Frei Betto e fiquei bastante desafiado. Sim, suas redes de interdependência apontam conflitos, coragem, fé, criatividade e, não menos, compromisso com a justiça social. Deste modo, tanto no Brasil quanto na América Latina, Betto tornou-se simbolicamente uma espécie de “construtor de pontes”, isto é, um intelectual orgânico pronto para o diálogo.

De fato, para além da participação nos dominicanos propondo uma fé subversiva no contexto da ditadura militar; da sua enorme contribuição na relação entre a Igreja e o Estado em Cuba; de sua capacidade de percepção e escrita crítica e libertadora; seu legado para as CEB's e a Teologia da Libertação, entre outras relevantes perspectivas, fui extremamente afetado por sua habilidade de combinar “Mística e Revolução”, ou seja, propondo uma recriação da vida cotidiana a partir da fé que se traduz em justiça social.

Lendo os teólogos Richard Shaull e o Frei Betto, descobri que foram influenciados por Santa Teresa de Ávila, logo, fui beber um pouco dessa fonte. Tomei um gole também de São João da Cruz... Assim, entre o João da Cruz e o João Dias de Araújo, tento existir. Tento construir minha caminhada.

Bem, como reverendo da Igreja Presbiteriana Unida do Brasil na cidade de Muritiba (Recôncavo baiano), este tem sido um desafio constante, a saber: como estabelecer o diálogo entre a Bíblia e a cultura? Como ser cristão hoje? Quais os limites e possibilidades na relação Igreja e Sociedade? Fé-Política é possível sem tornar-se “bancada evangélica”?  O que nos move? Quais as nossas utopias?

Com efeito, tenho colocado um “pé na Universidade e outro na Igreja”.  Ambos os espaços possuem ambivalências entre vida-morte; liberdade-cativeiro... Tive e tenho muitas crises, todavia, não tenho medo de pensar, da dúvida... Não me digam o que tenho que ser. Prefiro encontrar-me ou me perder em livros e orações. Tento ser, sendo. Vez por outra, tenho a impressão que sou visto na comunidade de fé (como muito acadêmico) e na Universidade (como muito religioso). Ah, essas “caixinhas” que limitam nossa existência! Representações sociais fixas e limitadoras. Sabe de uma: “tenho muita fé na ciência e dúvida na religião”.

Assim como Jesus de Nazaré e o próprio Frei Betto, acredito no poder da mística e da recriação. Que o Deus dançante do Recôncavo continue me chamando para roda da vida. E você, ficará de fora? Não sabe que quem não gosta de samba e ou reggae bom sujeito não é?!”



[1] Reverendo da IPU em Muritiba-BA.

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

CAMINHO SE CONHECE ANDANDO...



“Todas as religiões e culturas são respostas ao mesmo mistério fundamental, mas cada qual percebe-o e responde a ele à sua maneira” (Harvey Cox)
Por: Cláudio Márcio[1]
Tenho observado com curiosidade e espanto algumas relações estabelecidas no cotidiano (lugar comum para um cientista social, não?), assim, inevitavelmente, sigo rememorando experiências familiares e religiosas que inculcaram em mim valores e visões de mundo. Lembro de minha mãe e irmãos realizando o culto doméstico. Lembro da ida para igreja batista na infância e adolescência aqui no território do Recôncavo da Bahia. Lembro de minha mãe orando no seu quarto ajoelhada próximo da cama. Com efeito, concordando com Renato Ortiz “as recordações não são nunca límpidas, cristalinas, elas repousam no fundo de uma tela recoberta por camadas superpostas de tinta”.
Desta maneira, a memória é um construto social em disputa, uma vez que, assim como o velho Raul Seixas “eu prefiro ser essa metamorfose ambulante”, isto é, dito de outra forma, Harvey Cox abalizou: “o eu não é uma entidade estática”, assim, mudamos. Há marcas relevantes na edificação social do meu “eu” e outras que precisam e ou precisaram de transformações. Mudar, por vezes, dói. Há medo, insegurança... O “chão nos é tirado”. Penso que é preciso (re)criar-se sempre. 
            Como ministro da Palavra e dos Sacramentos na Igreja Presbiteriana Unida, tenho ampliado minha rede de espiritualidade no mundo ecumênico e nas relações inter-religiosas. Aqui surge uma dimensão do espanto. Era limitado ao campo religioso da igreja batista. A leitura de textos no campo da antropologia e a vivência com outras lideranças religiosas me fazem perceber a relação eu-outro. O contato com ateus e agnósticos na Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), também me fizeram (re)pensar muitas questões.
            De fato, tenho visto líderes ou fiéis do campo religioso (não apenas cristão) com o mesmo cuidado, empenho, amor e dedicação que minha mãe tinha (tem) com seus filhos. A ida aos templos e ou terreiros, a busca da espiritualidade, o empenho em uma sociedade mais justa... assim como:  disputas por poder e hipocrisia não é um mérito e ou um problema apenas do cristianismo.
            Desta maneira, como cristão protestante da IPU, acredito-defendo que é urgente trocarmos a percepção de MUROS por PONTES. Sim, somos diferentes. Sim, podemos sentar-nos à mesa da comunhão. Sabemos que em solo brasileiro, o povo de santo tem sido demonizado, humilhado, apedrejado e com alguns terreiros incendiados por cristãos (católicos e evangélicos). Essa realidade apresenta-se de maneira vergonhosa e lamentável. Sim, posso-devo aprender com o outro. Sim, há perigos se insistirmos em narrativas hegemônicas, hierárquicas, opressoras e não dialogais.
             Bem, não escrevo para responder. Escrevo para fazer pensar. Sigo na estrada, pois, o Jesus de Nazaré que creio é caminhante comigo, ou seja, além de Emaús como sugere a narrativa bíblica, ele caminha pelo território do Nordeste, da Bahia, do Recôncavo baiano e, não menos na cidade serrana de Muritiba. Como propõe o cantor-poeta Belchior “pois tenho comigo pensado Deus é brasileiro e anda do meu lado”.



[1]  Reverendo da Igreja Presbiteriana Unida de Muritiba-BA.

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

GOSTAVA TANTO DE VOCÊ...




“Sempre que o fizeste a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes” (MT 25.40)

Este ano de 2018, o Presbitério do Salvador (PSVD) sugere para suas igrejas que desenvolvam em suas comunidades o tema para suas reflexões teológicas e pastorais sobre DIACONIA: A MISSÃO DA IGREJA. Partimos da perspectiva que quando promovemos vida nas igrejas e nas ONGs, estamos fazendo missões. Nossa responsabilidade é comprometermos cada vez mais com Jesus de Nazaré e cuidarmos com todo nosso empenho das pessoas que encontramos no caminho. Servir a Deus é uma alegria e um privilégio. Não é fácil, sabemos disso, porém, Ele tem nos ajudado e em breve colheremos nossa plantação.
Convidamos cada irmão e irmã a se dedicarem ao serviço do Senhor e da nossa IPU. Podemos-devemos ampliar nossa ação nas cidades em que estamos inseridos. Podemos ainda chegar e ou (re)criar a IPU em outras cidades. Sim, não se trata de utopia de um jovem moderador. Peço a Deus que derrame bênçãos em tua vida e que você sinta-se chamado(a) para testemunhar o Evangelho da graça de Jesus de Nazaré.  
            Meu irmão e minha irmã, se possível, dedique-se mais e mais em oração e na leitura da Palavra de Deus. Também coloquem as atividades da sua comunidade de fé como prioridade na sua agenda. Aprendamos com o nosso saudoso Rev. João Dias de Araújo que morreu no Senhor no dia 09-02-2014. Com o desejo do AVIVAMENTO DA MEMÓRIA, trago esse símbolo tão importante para nós. Ele soube combinar fé-luta por uma sociedade melhor. Ele soube sentar-se à mesa do diálogo e da fraternidade. Não podemos esquecer desta memória subversiva. Como sugere o texto bíblico “bem-aventurados os mortos que, desde agora, morrem no Senhor. Sim, diz o Espírito, para que descansem das suas fadigas, pois as suas obras os acompanham.” (Apocalipse 14.13), assim,  a importância dele para o movimento ecumênico e pela garantia da terra (são obras que nos acompanham), nos desafiam. Que cada um(a) descubra suas formas de assumir a DIACONIA: MISSÃO DA IGREJA, todavia, lembrem-se: Jesus é nosso paradigma maior, mais belo e perfeito...temos também João Dias e tantos outros e outras na estrada. Que Deus toque sua vida com leveza e paz e te chame para melhorar a história da IPU em território baiano. Nós do Conselho Coordenador do Presbitério do Salvador (CC-PSVD) acreditamos nessa possibilidade. Podemos contar com você? AVANTE, IPU!

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Cláudio Márcio (Moderador)